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Rodar MS: Mato Grosso do Sul Implementa Programa para Reduzir Custos e Modernizar Infraestrutura Rodoviária

Investimento de US$ 250 Milhões visa renovar cerca de mil quilômetros de estradas, baratear transporte em até 38% e otimizar manutenção através do modelo Crema, com projeção de impacto a partir de 2026.

22/04/2026 às 15:02
3 min de leitura

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Mato Grosso do Sul lança o programa Rodar MS, uma iniciativa para renovar aproximadamente mil quilômetros de estradas e otimizar a gestão logística rodoviária. O projeto, que concretiza a contratação de crédito junto ao Banco Mundial (BIRD), projeta uma redução de até 38% nos custos habituais de manutenção e uma queda de até quatro vezes nos custos operacionais para veículos de carga no estado, a partir de 2026.

Estudos do BIRD, que balizam o projeto, indicam que os índices de economia beneficiarão tanto o setor público quanto o privado, além da população, ao garantir melhores condições de trafegabilidade. O Rodar MS adota o modelo inovador Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), que também integra segurança e conforto para os usuários.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destaca a eficiência do modelo Crema: “A maior vantagem que Mato Grosso do Sul terá ao adotar o Crema é que a empresa contratada é quem irá executar o projeto executivo. Ela fecha o contrato através de um projeto básico e propõe o projeto executivo, que segue para aprovação da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Daí é que ela [a empresa] executa os primeiros dos anos de restauração da rodovia.”

Alcântara complementa sobre o trunfo do modelo: “Quanto melhor for a restauração, menos custo terá para a manutenção. Daí a vantagem da empresa fazer um ótimo projeto e uma excelente execução.”

O Rodar MS estima um investimento total de US$ 250 milhões. Desse montante, US$ 200 milhões provêm do Banco Mundial, e os US$ 50 milhões restantes constituem a contrapartida dos cofres estaduais. Na cotação atual de 2026, a conversão chega a aproximadamente R$ 1,25 bilhão.

O programa impactará 22 municípios de forma direta e indireta. Desses, 18 estão localizados na região leste de Mato Grosso do Sul, que abrange o Vale do Ivinhema, e os quatro restantes no Bolsão, território do Vale da Celulose.

Modelos de Gestão e Contratação

O modelo Crema, implementado pelo estado, divide-se em duas vertentes: o Design, Build, Maintain (DBM) e a Parceria Público-Privada (PPP). A primeira situação, DBM, abrange 730,3 km de vias, sendo 686,4 km de eixo principal e 43,8 km de travessia urbana.

No DBM, o contrato terá duração de 10 anos, com contratação integrada de projeto, obra e manutenção. O pagamento pelo Estado ocorrerá com base no cumprimento de indicadores de desempenho previamente estabelecidos, vinculando os repasses não apenas à execução dos serviços, mas também à qualidade das obras.

Na região do Bolsão, municípios como Água Clara, Inocência, Paranaíba e Três Lagoas receberão o modelo de PPP. Este terá a mesma dinâmica do DBM, porém com um prazo de duração estendido para 30 anos. Durante esse período, a empresa responsável pelo serviço deverá manter as vias em excelentes condições.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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