Domingo, 26 de Abril de 2026
Menu
INTERNACIONAL

Ataque a bomba mata 20 e fere 36 na Colômbia em escalada de violência pré-eleitoral

Dissidentes das Farc são responsabilizados por atentado no sudoeste do país, que intensifica o clima de terror a menos de um mês das eleições presidenciais.

26/04/2026 às 17:02
3 min de leitura
Explosão na Colômbia

Anuncie Aqui

Um brutal ataque com bomba no departamento de Cauca, sudoeste da Colômbia, deixou 20 mortos e 36 feridos no último sábado (25), a menos de um mês das eleições presidenciais. As autoridades colombianas atribuem o atentado a rebeldes dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que se recusaram a aderir ao acordo de paz de 2016, intensificando a já volátil situação de segurança na região.

O governador de Cauca, Octavio Guzmán, confirmou o balanço de vítimas após a enorme explosão em uma estrada, que atingiu mais de dez veículos e os lançou por vários metros, conforme relatos de testemunhas e imagens captadas pela AFP. O presidente Gustavo Petro classificou os agressores como “terroristas” e ordenou a intensificação da perseguição por parte das forças de segurança contra os responsáveis pelo massacre, que ocorreu em um posto de controle ilegalmente instalado pelos dissidentes.

Este ataque é o mais recente de uma série de 26 atentados registrados desde sexta-feira (24) nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, que incluíram uma explosão contra uma base militar em Cali, deixando dois feridos. Elizabeth Dickinson, diretora para a América Latina do International Crisis Group, sublinhou à AFP o “desrespeito” à vida civil demonstrado por tais ações, afirmando que a população “sempre se vê presa no meio” do conflito.

As facções lideradas por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, são apontadas como as responsáveis pela ofensiva, utilizando explosivos, drones e fogo cruzado para assediar as forças de segurança e demonstrar seu poder na região. O objetivo, segundo especialistas, é “gerar preocupação e terror entre a população”. O governo do presidente Petro, que tentou sem sucesso negociar a paz com as maiores organizações armadas desde 2022, viu a dissidência de Mordisco abandonar a mesa de negociações em 2024 e aumentar a pressão contra civis e infraestruturas.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

Ver mais matérias