Itamaraty Confirma Mortes de Mãe e Filho Brasileiros em Ataque Israelense no Líbano
Bombardeio em Bint Jeil viola cessar-fogo; pai libanês também faleceu. Brasil condena veementemente todos os ataques.
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de dois brasileiros da mesma família no Líbano. Um ataque israelense vitimou uma criança de 11 anos e sua mãe. O pai, de nacionalidade libanesa, também não resistiu. O irmão, que possui cidadania brasileira, encontra-se hospitalizado.
A família estava em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, durante o bombardeio israelense. O Itamaraty emitiu uma nota expressando profunda condenação aos incidentes.
Brasil Condena Violações ao Cessar-Fogo
O governo brasileiro reiterou sua veemente condenação aos ataques, ocorridos durante a vigência do cessar-fogo. “Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah”, afirma a nota do Ministério das Relações Exteriores.
A Embaixada do Brasil em Beirute mantém contato com a família dos falecidos para prestar assistência consular, incluindo apoio ao filho hospitalizado. O Itamaraty destacou que o bombardeio ocorreu em um período de trégua, iniciada em 16 de abril de 2026 e prorrogada por três semanas em 23 de abril de 2026.
“Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)”, complementa a nota.
Histórico de Hostilidades e Esforços Diplomáticos
As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam em 2 de março de 2026, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado a inclusão do Líbano em qualquer trégua mais ampla. O Irã busca apoio russo e culpa os EUA por impasses diplomáticos no Golfo, intensificando a complexidade da situação.
As autoridades libanesas reportam que cerca de 2.500 pessoas foram mortas no Líbano desde a ofensiva israelense, iniciada após o ataque do Hezbollah em 2 de março de 2026.
Em 16 de março de 2026, um cessar-fogo de 10 dias foi estabelecido entre os dois países. O objetivo primário era facilitar negociações em direção a um acordo permanente de segurança e paz. “Todas as partes reconhecem que as forças de segurança do Líbano têm a responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do Líbano; nenhum outro país ou grupo tem a pretensão de ser o garantidor da soberania do Líbano”, estabelecia o acordo.
Essas são as primeiras conversas diretas entre os dois países em mais de 30 anos. Em 23 de abril de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou a prorrogação do cessar-fogo por três semanas, mesmo com combates esporádicos. Trump condiciona a paz ao desarmamento nuclear iraniano, refletindo a interconexão dos conflitos regionais.
“O cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por TRÊS SEMANAS”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais durante reunião com enviados de Israel e do Líbano. Ele expressou ainda que existem “grandes possibilidades” de alcançar um acordo de paz ainda em 2026 entre Israel e Líbano. A diplomacia continua no limite, com figuras-chave como o chanceler iraniano buscando soluções em meio a tensões.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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