Kevin Warsh avança no Senado para presidir o Federal Reserve
Nomeação do indicado de Donald Trump supera etapa crucial no Comitê Bancário, abrindo caminho para votação em plenário em maio, em meio a questionamentos sobre independência.
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Kevin Warsh, o indicado do presidente Donald Trump para presidir o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, obteve hoje, 29 de abril de 2026, uma vitória significativa ao ter sua nomeação aprovada pelo Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos. O resultado, que já era amplamente esperado, abre caminho para a votação final no plenário do Senado, prevista para maio, onde sua chancela definitiva será decidida.
A aprovação no Comitê era vista como um passo quase certo, seguindo as linhas partidárias e solidificada após o senador republicano da Carolina do Norte, Thom Tillis, retirar sua oposição à indicação. Warsh, que foi nomeado por Trump em janeiro de 2026 para suceder Jerome Powell, agora se prepara para o escrutínio final, enfrentando um debate acalorado sobre a autonomia da política monetária.
Democratas têm levantado sérias questões sobre o grau de independência que Warsh manterá à frente do banco central, especialmente após ele ter endossado, em 2025, os apelos do então presidente Trump por cortes nas taxas de juros. Em sua sabatina na semana passada, Warsh tentou dissipar essas preocupações, classificando a independência da política monetária como “essencial”, mas minimizando a ameaça à independência operacional quando funcionários eleitos expressam suas opiniões sobre os juros.
Na mesma sabatina, Warsh deixou em aberto sua visão sobre a trajetória futura dos juros e chegou a expressar ceticismo sobre a orientação futura da instituição. Sua trajetória inclui um período como diretor do Fed entre 2006 e 2011, durante o governo de George W. Bush, onde atuou como um dos principais interlocutores da instituição com os mercados durante a crise financeira global. Antes, passou pelo Morgan Stanley e pelo Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.
Apesar de ter defendido a redução dos juros em 2025, o cenário econômico atual pode limitar a margem de manobra de Warsh no curto prazo, caso sua nomeação seja confirmada. Dirigentes do Fed têm sinalizado preferência por aguardar mais evidências sobre os efeitos da guerra entre EUA-Israel e Irã na economia americana. Com a inflação atingindo 3,3%, o maior nível em dois anos, e a desaceleração nas contratações, o banco central se encontra em uma posição delicada nos próximos meses.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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