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INTERNACIONAL

Irã e EUA Fecham Acordo de Paz; Israel Condena e Negociações Nucleares Se Aproximam

Memorando de entendimento para cessar conflito no Oriente Médio será assinado em 19 de junho de 2026, reabrindo o Estreito de Ormuz. Israel critica iniciativa enquanto Washington e Teerã preparam novas rodadas de diálogo sobre programa nuclear.

16/06/2026 às 14:56
3 min de leitura
Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa.

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O Irã e os Estados Unidos avançam em um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (16 de junho de 2026) que negociações sobre o programa nuclear e a suspensão de sanções podem começar ainda nesta semana. Israel, por sua vez, condenou o acordo.

A assinatura de um memorando de entendimento para finalizar quase quatro meses de conflito regional está programada para sexta-feira (19 de junho de 2026). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o Estreito de Ormuz será “completamente” reaberto na mesma data. O bloqueio iraniano da via estratégica durante a guerra interrompeu a exportação de combustíveis do Golfo, acelerando a inflação e causando problemas no abastecimento de fertilizantes e outros produtos.

Próximos Passos e Reações

O acordo alcançado entre Washington e Teerã prevê o início, em até 60 dias, de novas negociações. Estas abordarão questões mais delicadas, como o programa nuclear do Irã e as sanções internacionais contra o país. “Provavelmente na sexta-feira, em um local que ainda será determinado, começará uma nova rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos para alcançar um acordo final”, disse o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.

A cerimônia de assinatura, marcada para sexta-feira (19) na Suíça, contará com a presença do principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Vance indicou que o presidente Trump também pode comparecer ao evento. O presidente e o vice-americanos garantiram a reabertura de Ormuz, por onde, antes da guerra, circulava 20% do comércio global de petróleo e gás.

Após ataques dos Estados Unidos e de Israel, que desencadearam a guerra, Teerã fechou a rota crucial. Em resposta, Washington impôs um bloqueio naval aos portos iranianos. “Os navios, alguns carregados de petróleo, estão começando a sair do Estreito de Ormuz”, comemorou Trump na segunda-feira (15 de junho de 2026) em sua rede Truth Social.

Detalhes do Acordo e Posição dos EUA

As negociações, mediadas pelo Paquistão e Catar, resultaram no acordo anunciado na segunda-feira (15), após episódios de violência e declarações ameaçadoras que puseram em risco a trégua iniciada em abril de 2026. Batizado como memorando de entendimento, o texto ainda não foi divulgado publicamente. Ele não resolve as principais divergências entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas há décadas.

Segundo uma fonte do governo americano, Trump, Vance e Ghalibaf já assinaram o texto eletronicamente. “É um documento muito poderoso e quero que seja publicado. Provavelmente muito em breve”, disse Trump ao ser questionado sobre o conteúdo do acordo durante a reunião de cúpula do G7 na França. No mesmo evento, ele também afirmou que seu país não investirá na reconstrução do Irã e que o principal objetivo do acordo é garantir que Teerã não desenvolva armas nucleares. Se Teerã fizer isso, “o inferno será desencadeado” sobre o país, advertiu.

Trump explicou ao jornal The New York Times que ainda negocia se o Irã suspenderá o enriquecimento de urânio por 20 anos, embora tenha dado a entender que poderia se contentar com o prazo de 15 anos. Estados Unidos e Israel pressionam para que o Irã se desfaça de suas reservas de urânio altamente enriquecido, supostamente enterradas após ataques americanos no ano de 2026.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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