ONU Denuncia 21 Execuções e Mais de 4 Mil Prisões no Irã Desde o Início da Guerra
Relatório do Alto Comissariado de Direitos Humanos detalha brutal repressão iraniana após ataques de Israel e EUA, com denúncias de tortura e desaparecimentos forçados.
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A Organização das Nações Unidas (ONU) revelou nesta quarta-feira (29) que um total de 21 pessoas foram executadas e mais de 4.000 detidas no Irã sob acusações políticas ou de segurança nacional. Os números alarmantes foram registrados desde 28 de fevereiro, data que marcou o início da guerra no Oriente Médio, deflagrada após ataques de Israel e Estados Unidos contra o território iraniano.
Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, entre as execuções, nove estavam relacionadas às manifestações de janeiro de 2026, dez por suposto pertencimento a grupos de oposição e duas por espionagem. O relatório destaca a intensificação da repressão em um cenário de crescente tensão regional.
Durante o mesmo período, a agência da ONU documentou que mais de 4.000 indivíduos foram presos “por acusações relacionadas à segurança nacional”. Muitos desses detidos, conforme o comunicado, foram vítimas de desaparecimentos forçados, tortura ou outras formas de tratamento cruel, desumano e degradante, incluindo confissões extraídas sob coação — por vezes televisionadas — e até mesmo simulações de execução.
Volker Türk, o alto-comissário para os Direitos Humanos, expressou profunda consternação. “Fico consternado ao constatar que, além das graves consequências do conflito, as autoridades continuam violando os direitos do povo iraniano de maneira brutal e implacável”, declarou Türk, fazendo um apelo urgente às autoridades iranianas para que suspendam todas as execuções, estabeleçam uma moratória sobre a pena de morte, garantam plenamente o respeito pelos direitos da defesa e a um julgamento justo, e libertem imediatamente as pessoas detidas arbitrariamente.
O Irã é, segundo várias ONGs, incluindo a Anistia Internacional, o país que mais recorre à pena capital no mundo, perdendo apenas para a China, ressaltando a gravidade das denúncias da ONU.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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