OMS Confirma Caso de Hantavírus em Passageiro de Cruzeiro na Suíça
Surto em navio MV Hondius registra três mortes; cepa Andes, de transmissão inter-humana, é identificada.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou na quarta-feira, 6 de maio de 2026, a infecção por hantavírus em um passageiro do navio de cruzeiro MV Hondius, na Suíça. Este caso eleva para três o número de infecções confirmadas entre os oito casos suspeitos. O surto no cruzeiro, que viajava da Argentina para Cabo Verde, já causou três mortes. A cepa identificada é a Andes, conhecida pela capacidade de transmissão entre pessoas.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez o anúncio através de suas redes sociais em 6 de maio de 2026. Ele afirmou: “Swiss authorities have confirmed a case of #hantavirus identified in a passenger from the MV Hondius cruise ship who presented to hospital in Zurich. The patient is currently receiving care at a hospital in Zurich, #Switzerland.” O paciente internado em Zurique respondeu a um e-mail da organização. A cepa Andes do vírus, comum na América do Sul, foi a responsável pelas infecções.
Características e Transmissão do Hantavírus
O Ministério da Saúde define a hantavirose como uma zoonose viral aguda. No Brasil, manifesta-se principalmente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro clínico grave que afeta os sistemas respiratório e cardiovascular. O vírus pertence à família Hantaviridae. Roedores silvestres são os reservatórios naturais. Eles eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem desenvolver sintomas.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, por inalação de aerossóis contaminados pelas excretas desses animais. Contato direto com mucosas (olhos, boca, nariz), ferimentos na pele ou mordidas de roedores também podem transmitir o vírus. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada à cepa Andes, confirmada neste surto. A OMS rastreia contatos após a identificação do surto.
Sintomas, Tratamento e Prevenção
Os sintomas iniciais da hantavirose são inespecíficos. Incluem febre, dores no corpo e mal-estar. Em formas mais graves, a doença compromete os pulmões e o coração. Pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Isso exige atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a 60 dias. Pacientes com suspeita de hantavírus foram evacuados do cruzeiro em Cabo Verde.
Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus, segundo o Ministério da Saúde. O manejo dos pacientes foca em medidas de suporte, adaptadas à gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar. A hantavirose é de notificação compulsória imediata. As autoridades de saúde devem ser comunicadas em até 24 horas devido à sua evolução rápida e potencial fatalidade.
A pasta também ressalta a importância da prevenção. Profissionais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde, devem usar equipamentos de proteção individual. Máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção são recomendados em situações de risco. É fundamental evitar o contato com ambientes contaminados por roedores. Cabo Verde já realizou evacuações de casos suspeitos do cruzeiro.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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