Ciro Nogueira Nega Fraude em Emenda do FGC e Acusações de Mesada da PF
Senador do PP-PI divulga vídeo em 12 de maio de 2026 rebatendo investigações da Operação Compliance Zero e alega perseguição em ano eleitoral.
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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) divulgou um vídeo nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, e negou ter apresentado a “emenda Master” na íntegra. A Polícia Federal (PF) investiga o parlamentar por supostamente beneficiar o Banco Master e receber pagamentos ilícitos. Nogueira rechaça as acusações e atribui as denúncias ao contexto do ano eleitoral de 2026.
A PF afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro encomendou a emenda sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo os investigadores, a assessoria do Banco Master elaborou o texto, e o senador o apresentou no Senado com a mesma redação. A proposta visava aumentar o limite individual de cobertura do FGC para R$ 1 milhão. Em conversas interceptadas, Vorcaro chegou a comentar que a emenda “saiu exatamente como mandei”. A medida favoreceria o Banco Master, que captava recursos de pessoas físicas via Certificados de Depósito Bancário (CDBs) para alavancar seu patrimônio. A emenda não foi aprovada.
Defesa do Senador
Ciro Nogueira contestou a versão da PF. “É mentira que esta emenda foi publicada na íntegra conforme foi recebida. Este fundo (FGC) é completamente privado. Até hoje ninguém veio a público explicar porque este valor não é corrigido há 13 anos, sendo que isso só beneficia quem? Os grandes bancos e a concentração bancária em nosso País”, declarou o senador em vídeo publicado nas redes sociais.
O parlamentar prometeu reapresentar a emenda. Ele defende a correção do valor do limite de cobertura do FGC para acima de R$ 840 mil, visto que o fundo atualmente reembolsa até R$ 250 mil por instituição ou conglomerado financeiro. “Agora não existe mais Banco Master. Eu quero ver qual é a desculpa que os grandes bancos vão utilizar para negar esta proteção aos correntistas brasileiros”, afirmou.
Acusações de Mesada e Perseguição Eleitoral
Ciro Nogueira também negou ter recebido mesada ou quaisquer valores ilícitos de Daniel Vorcaro. A PF suspeita que o senador recebia R$ 300 mil por mês do banqueiro, valor que poderia ter chegado a R$ 500 mil. Os investigadores apontam que Nogueira teria “instrumentalizado o exercício do mandato parlamentar” em favor dos interesses de Vorcaro, com custeio de estadias em hotéis de luxo em Nova York, despesas em restaurantes de alto padrão e a disponibilização de um cartão de crédito do banqueiro para uso pessoal.
O senador rebateu as alegações, afirmando que os valores supostamente transferidos “não chegam sequer a 1% do faturamento anual” das empresas ligadas à sua família. “Nós temos uma rede de concessionária de motocicletas que fatura em torno de R$ 400 milhões por ano e me acusam de depósito de R$ 3 milhões nessa empresa. Isso é absolutamente comum em empresas dessas. Muitas peças e serviços são pagos em dinheiro, tudo com nota fiscal, tudo descrito em contabilidade, que uma auditoria pode ser feita por quem quiser”, explicou.
Nogueira classificou as acusações como “não passam de um roteiro absurdo de ficção”. Ele sugeriu que as denúncias surgem no ano eleitoral de 2026. “Essas coisas não surgem por acaso. Acontece porque estamos no ano eleitoral. Para acusar, a criatividade é infinita. Na hora de comprovar, não conseguiram e não conseguirão”, reiterou, citando uma suposta perseguição política.
Na última semana, Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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