Nunes Marques assume TSE com desafio central de blindar Eleições 2026 da IA
Ministro toma posse hoje (12) na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, com foco na fiscalização de conteúdo gerado por inteligência artificial para garantir a lisura do pleito presidencial de outubro.
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O ministro Kassio Nunes Marques assume nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a missão primordial de assegurar a integridade das eleições presidenciais de outubro. A cerimônia de posse está agendada para as 19h em Brasília, marcando o início de seu mandato de dois anos à frente do órgão máximo da justiça eleitoral brasileira.
A solenidade contará com a presença de diversas autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nunes Marques sucede a ministra Cármen Lúcia, que conclui seu mandato, e foi escolhido para o cargo por critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que compõem o TSE. O ministro André Mendonça será o vice-presidente.
O principal desafio da gestão de Nunes Marques será a rigorosa aplicação das regras que limitam o uso de inteligência artificial (IA) durante a campanha eleitoral. Apesar de o próprio TSE ter aprovado as medidas, o tribunal terá de atuar com agilidade e eficácia para coibir a propagação de postagens ilegais e desinformação gerada por IA, garantindo a livre escolha dos eleitores e protegendo o processo democrático.
Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques, 53 anos, foi indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para a vaga deixada pelo ministro aposentado Celso de Mello. Antes de sua chegada ao STF, ele atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília. Sua carreira inclui ainda cerca de 15 anos como advogado e uma passagem como juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.
A composição do TSE inclui sete ministros: três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além de seus respectivos substitutos. Após a posse, um coquetel restrito a convidados será realizado em uma casa de festas de Brasília, com custeio por uma associação de juízes federais e ingressos vendidos a R$ 800.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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