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Mato Grosso do Sul Mantém Sete Anos Sem Hantavirose Confirmada; SES Reforça Vigilância

Estado investiga um caso suspeito em Campo Grande em 2026 e atualiza protocolos de prevenção e resposta.

12/05/2026 às 18:36
3 min de leitura

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Mato Grosso do Sul registra sete anos sem casos confirmados de hantavirose. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou uma nota informativa em 2026, que reforça as medidas de vigilância, prevenção e assistência contra a zoonose viral aguda. A doença é transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Atualmente, um caso suspeito de hantavirose está sob investigação em Campo Grande, conforme informações da SES.

O paciente foi internado com suspeita de leptospirose. Contudo, o protocolo médico exige exames para outras doenças com sintomas semelhantes, incluindo a hantavirose.

Preparação e Resposta

Larissa Domingues Castilho de Arruda, superintendente de Vigilância em Saúde da SES, afirma que o Estado mantém uma estrutura permanente de preparação e resposta para doenças de potencial impacto à saúde pública.

“Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, declara Larissa Domingues Castilho de Arruda.

A SES destaca que o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose entre os agravos prioritários monitorados pela vigilância estadual. A condução das ações segue os protocolos nacionais e os instrumentos estaduais de resposta integrada em Saúde Única.

Manuais do Ministério da Saúde indicam que os maiores registros da doença concentram-se nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país. As áreas rurais e atividades ligadas à agricultura são as mais afetadas. Trabalhadores rurais e profissionais envolvidos na limpeza de depósitos, silos, galpões e ambientes fechados formam os grupos mais expostos.

Os sintomas iniciais da hantavirose podem incluir febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em casos graves, a doença evolui rapidamente para comprometimento pulmonar e cardiovascular, exigindo atendimento médico imediato.

Medidas Preventivas

Para prevenção, a SES orienta evitar acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos. É crucial armazenar grãos e rações em recipientes fechados e vedar frestas em residências e depósitos. A limpeza de ambientes fechados deve ocorrer somente após ventilação mínima de 30 minutos. Recomenda-se não varrer locais com sinais de roedores; utilize pano úmido e solução desinfetante para evitar a formação de aerossóis contaminados.

Em situações de risco ocupacional, a SES orienta o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras PFF3, luvas, avental e óculos de proteção.

A prevenção exige ações contínuas de higiene, controle ambiental e comunicação em saúde. Equipes de vigilância no Estado já desenvolvem essas medidas. Mato Grosso do Sul também conta com um sistema de vigilância com unidades sentinelas, que permite maior rapidez na identificação de ameaças e na adoção de respostas oportunas.

A Nota Informativa Hantavirose 2026 foi assinada por Danúbia Burema, da Comunicação SES. Bruno Rezende/Secom/Arquivo.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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