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POLÍTICA

Mario Frias Admite Financiamento de Banqueiro em Filme Sobre Bolsonaro

Deputado federal retifica declaração anterior e Flávio Bolsonaro detalha relação com Daniel Vorcaro e Banco Master.

16/05/2026 às 18:16
3 min de leitura
Secretário Mario Frias participa de evento pelo Dia do Forró

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O deputado federal Mario Frias (PL-SP) admitiu nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, que o filme sobre a biografia de Jair Bolsonaro recebeu parte do dinheiro fornecido pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração retifica um posicionamento anterior do parlamentar.

Frias explicou a mudança de sua versão em nota. “Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora”, disse ele.

Na quarta-feira, 13 de maio de 2026, o deputado publicou uma nota em suas redes sociais defendendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A defesa ocorreu após a divulgação de mensagens trocadas entre o senador e Vorcaro, nas quais Flávio pedia 34 milhões de dólares para financiar o filme, intitulado “Dark Horse”.

Frias afirmou que o relacionamento com o dono do Banco Master foi “jurídico e firmado por pessoa jurídica distinta”. Ele reiterou que Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro “não têm sociedade no filme nem na produtora ou com qualquer outra estrutura ligada ao filme, tendo apenas autorizado o uso de direitos de imagem da família”. O deputado também reforçou que “todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção do filme Dark Horse, projeto realizado com capital privado e sem qualquer recurso público”.

Flávio Bolsonaro Detalha Financiamento e Confidencialidade

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, em entrevista à Globonews. Ele declarou que “todo dinheiro arrecadado foi integralmente utilizado para o filme” e não foi direcionado a Eduardo Bolsonaro. A declaração ocorre após divergências sobre o financiamento do filme, desencadeadas pela divulgação das mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro, onde o senador cobrava o dinheiro do investimento.

Flávio Bolsonaro explicou que não poderia comentar sobre o filme porque assinou um termo de confidencialidade, e só estava falando sobre o assunto porque a história “veio à tona”. “Eu não posso descumprir contrato, tem investidores, a única relação que tenho com Vorcaro era o filme”, disse o senador, informando que a produção foi concluída “graças a outros investidores”.

O senador afirmou que o último pagamento feito por Vorcaro para o fundo do filme ocorreu em maio de 2025. Após essa data, o banqueiro “parou de honrar os compromissos”. A data do último pagamento coincide com o período em que começaram a circular informações sobre supostas fraudes em torno do Banco Master, presidido por Daniel Vorcaro.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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