STF Abre Nova Investigação Sobre Financiamento do Filme “Dark Horse”
Vazamentos do Intercept Brasil e contratos de Eduardo Bolsonaro intensificam pressão sobre a produção, enquanto Flávio Bolsonaro defende legalidade e acusa o PT.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última sexta-feira (15) a abertura de um novo processo para apurar a possível utilização de verbas públicas na produção de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão surge após uma série de vazamentos divulgados pelo site Intercept Brasil, que trouxeram à tona questionamentos sobre o financiamento do projeto e a atuação de membros da família Bolsonaro.
Em entrevista à CNN, o senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a legalidade do financiamento, afirmando que o dinheiro é de origem privada e que não houve uso de verbas públicas ou emendas parlamentares na produção. Ele confirmou o recebimento de valores do banqueiro Daniel Vorcaro, estimados em R$ 134 milhões em conversas vazadas, mas reiterou que se tratavam de investimentos particulares. O senador também acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de manter um “grande complexo industrial de mentiras” e prometeu que “detalhe por detalhe” virá à tona no momento certo sobre supostos usos indevidos de verba pública por deputados.
Um dos pontos centrais da controvérsia reside nos contratos supostamente assinados pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Flávio Bolsonaro alegou que o documento vazado pelo Intercept, que atribuía a Eduardo responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do filme como produtor executivo, seria um rascunho antigo, feito com recursos próprios do ex-deputado. Contudo, novos vazamentos indicam a existência de um contrato de novembro de 2023 com tais atribuições e outro, de fevereiro de 2024 (cuja assinatura não foi confirmada), que qualificaria Eduardo como financiador do projeto, autorizando o uso de seus investimentos.
A determinação de Flávio Dino intensifica o escrutínio sobre o filme, visto que em março deste ano o ministro já havia solicitado explicações à Câmara dos Deputados sobre o envio de emendas parlamentares a organizações ligadas a Karina Ferreira Gama, produtora do filme. Paralelamente, o deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) protocolou na quinta-feira (14) um ofício ao ministro André Mendonça, também do STF, solicitando a investigação da origem dos vazamentos de mensagens e áudios que deveriam ser sigilosos.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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