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INTERNACIONAL

Cuba Adverte Sobre “Banho de Sangue” em Nova Escalada de Tensão com EUA

Washington impõe novas sanções contra a inteligência cubana e seus líderes, em meio a relatos sobre a aquisição de drones e ameaças de invasão da ilha.

19/05/2026 às 16:46
3 min de leitura
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba

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Cuba alertou nesta segunda-feira (18) para um “banho de sangue” em caso de invasão da ilha por Washington, em uma nova e perigosa escalada das tensões bilaterais. O aviso surge em resposta à imposição de sanções pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra a principal agência de inteligência cubana e vários de seus dirigentes, e em meio a relatórios sobre a suposta aquisição de drones militares por Havana, reacendendo o espectro de um conflito.

A retórica bélica de Havana ganhou eco um dia depois de o site de notícias americano Axios ter informado que Cuba adquiriu mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã. Baseada em informações de inteligência classificadas, a reportagem sugeriu que a ilha estaria avaliando o uso desses equipamentos contra a base norte-americana na Baía de Guantánamo e outros alvos, incluindo navios militares dos EUA e até mesmo o estado da Flórida. Um funcionário americano anônimo teria apresentado o cenário como prova da “crescente ameaça” que Cuba representa para os Estados Unidos.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reivindicou nesta segunda-feira o “direito absoluto e legítimo” da ilha de se defender de qualquer “ofensiva bélica”. Em uma mensagem publicada no X, Díaz-Canel, sem se referir especificamente aos drones, enfatizou que tal direito “não pode ser usado lógica nem honestamente como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”. Ele reforçou que uma intervenção militar contra a ilha “provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis”.

Em Nova York, o embaixador cubano na Organização das Nações Unidas (ONU), Ernesto Soberón, classificou a hipótese de um ataque cubano contra os Estados Unidos como algo que “não faz nenhum sentido”, acusando Washington de “fabricar um pretexto” para justificar uma eventual ação militar. Soberón recusou-se a comentar sobre a existência dos drones militares. Paralelamente, Washington intensificou a pressão com as sanções anunciadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro, que visam a agência de inteligência cubana e nove cidadãos, incluindo os ministros das Comunicações, Energia e Justiça, além de altos funcionários do Partido Comunista e pelo menos três generais.

A atual tensão ecoa o período da administração de Donald Trump, que em seu mandato anterior considerou Cuba, localizada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos. Naquela época, o republicano fez repetidas ameaças de “tomar o controle” da ilha e chegou a sugerir o envio de um porta-aviões, alimentando um histórico de hostilidades que parece reacender em 2026.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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