Sexta-feira, 5 de Junho de 2026
Menu
POLÍTICA

PSB lança chapa dupla para o Senado em SP e intensifica pressão sobre Lula

Partido aprova candidaturas de Simone Tebet e Márcio França em São Paulo, mas movimento visa pressionar PT e presidente por definição em chapa majoritária.

05/06/2026 às 05:16
3 min de leitura
Tabet

Anuncie Aqui

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) deliberou internamente, na última quinta-feira (28 de maio), o encaminhamento para o lançamento de dois candidatos à disputa pelo Senado por São Paulo: os ex-ministros Simone Tebet e Márcio França. A decisão, que visa intensificar a pressão sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surge em meio a um prolongado impasse na definição da chapa majoritária do campo progressista no estado para as eleições de 2026.

A estratégia do PSB prevê o lançamento inicial de ambos os nomes, com a expectativa de que um deles venha a desistir da candidatura à medida que as convenções partidárias se aproximam. O prazo final para o registro de candidaturas é 15 de agosto, e fontes internas admitem que o campo progressista deve chegar às convenções com apenas dois postulantes ao Salão Azul. Essa manobra busca, segundo a legenda, acelerar a tomada de decisão por parte dos aliados.

Além de Tebet e França, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) também é ventilada como uma possível candidata ao Senado, embora seu entorno considere menos provável sua abdicação da disputa, dada a simpatia e o apoio do presidente Lula. Outra saída aventada é a de um dos três nomes compor a chapa como vice do pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad. A solução para o complexo cenário, conforme membros do PSB, repousa justamente nas mãos de Lula. Uma reunião entre o presidente petista e João Campos, presidente nacional do PSB, estava prevista para a mesma quinta-feira da decisão interna do partido.

Contudo, interlocutores ouvidos pela reportagem expressam ceticismo quanto à capacidade da reunião de resolver o impasse, apontando para uma percepção de desorganização na articulação da chapa do PT em São Paulo. O movimento do PSB não é isolado; o partido já vinha cobrando publicamente do PT e do próprio Lula uma definição célere sobre as candidaturas ao Senado, alegando que a demora prejudica as agendas de pré-campanha não apenas de Tebet e França, mas também de Fernando Haddad.

Paralelamente, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tenta articular um acordo direto com o PSB para demover a candidatura de Márcio França e consolidar Marina Silva como a segunda opção do campo progressista ao Senado. A tática psolista se baseia na premissa de que a ex-ministra concentra maior apoio entre as legendas da coligação — PDT, PCdoB, PSOL e Rede já manifestaram preferência por Marina — além de contar com a simpatia do próprio presidente Lula, conforme interlocutores próximos.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

Ver mais matérias