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POLÍTICA

Zema Critica PEC 6×1 e Defende CLT Opcional em Agenda Presidencial 2026

Pré-candidato do Novo ataca "canetadas" e propõe reformas econômicas e sociais em evento da CNI em Brasília.

22/06/2026 às 18:16
3 min de leitura
Romeu Zema

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O pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República em 2026, Romeu Zema, criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a escala de trabalho 6×1. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que “infelizmente o brasileiro ainda acredita” em medidas como essa. As declarações ocorreram nesta segunda-feira (22) em Brasília, durante o evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Zema defendeu a produtividade como essencial para o crescimento econômico e criticou a percepção de que “canetadas” podem enriquecer o país. “Produtividade é a chave para elevar a renda de qualquer economia no mundo. E o pessoal aqui de Brasília vende a ideia de uma canetada que vai fazer o Brasil ficar rico, vai fazer o trabalhador ganhar mais. Infelizmente, o brasileiro, às vezes, ainda acredita nesse tipo de coisa, como está aí a questão da escala 6×1”, declarou o ex-governador. Ele ainda acusou o governo federal de “criminalizar o setor produtivo”. A PEC que altera a escala de trabalho tem sido tema de intensos debates. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclusive ordenou a remoção de posts que ligam Flávio Bolsonaro a uma proposta similar de escala de trabalho.

Reforma Trabalhista e Programas Sociais

O pré-candidato reiterou sua defesa por uma Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) opcional, que incluiria um regime de trabalho por hora. “Nós precisamos voltar no mínimo para aquela reforma (trabalhista) que foi aprovada em 2017. Se possível, avançar mais. Mas como a esquerda morre de amor pela CLT, nós vamos deixá-la e vamos ter uma opção na CLT”, explicou Zema.

Ele comparou a escolha do contrato de trabalho a um casamento. “O brasileiro, na hora que vai casar, ele tem opção por regime total de bens, regime de separação social. E na hora que vai trabalhar, ele tem opção? Não tem. Só tem a CLT. Eu quero criar uma opção: regime de trabalho por hora”, destacou.

No evento, Zema também afirmou que a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) atuou como “praticamente uma secretaria” em seu governo, garantindo que “não fez nada sem escutar o setor”. Ele criticou a postura do atual governo federal. “Agora, nós temos um governo federal que criminaliza o setor produtivo, em vez de enxergar que é ele que sustenta esse País. Não vai dar certo”, avaliou. A avaliação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem enfrentado desafios, com reprovação persistente em pesquisas recentes.

Juros, Previdência e “Geração de Imprestáveis”

O pré-candidato do Novo defendeu a redução da taxa de juros, a revisão de programas sociais do governo, uma reforma administrativa e uma nova reforma da Previdência. “Quem acreditou no País, quem fez investimentos, contraiu dívidas, é quem está na pior situação hoje. Acreditar no Brasil pode arruinar o seu negócio por causa dos juros. Nós temos o custo Brasil, mas pra mim o pior de tudo são os juros, e eles só vão cair quando acabar essa gastança”, acrescentou.

Zema justificou a necessidade de uma nova reforma da Previdência pelo aumento da expectativa de vida dos brasileiros. “Os números não fecham”, pontuou. Ao defender a revisão dos programas sociais, Zema dirigiu-se ao auditório de empresários: “muitos aqui devem estar enfrentando dificuldades para contratar um jovem. Para mim, quem teve duas, três ofertas de emprego formal e negou, não está apto a receber auxílio de governo. Nós estamos criando aqui no Brasil uma geração de imprestáveis”. A fala foi aplaudida pelos presentes.

Outros pré-candidatos também estavam previstos para o encontro da CNI, incluindo Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD). Cada um teria 20 minutos para sua exposição. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não compareceu, cumprindo agenda no Rio de Janeiro.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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