Segunda-feira, 29 de Junho de 2026
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POLÍTICA

PF conclui que Flávio Bolsonaro caluniou Lula e envia parecer ao STF

Relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (26) aponta que o senador e pré-candidato à Presidência atribuiu crimes de tráfico de drogas e armas ao presidente em publicações nas redes sociais.

29/06/2026 às 18:37
3 min de leitura
FLÁVIO BOLSONARO

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A Polícia Federal (PF) enviou nesta sexta-feira (26) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parecer que conclui pela calúnia do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação apurou publicações feitas pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, que atribuíam crimes ao chefe do Executivo.

As publicações, veiculadas no perfil de Flávio Bolsonaro no X (antigo Twitter) em 3 de janeiro deste ano, associavam imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e afirmavam que o presidente brasileiro “será delatado”. O relatório da PF detalha que as postagens imputaram falsamente a Lula a prática de crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, “expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, conforme trecho do documento.

A corporação apontou que as evidências demonstram o cometimento do crime de calúnia agravada, citando o artigo 138 c/c artigo 141, inciso I e § 2° do Código Penal. Com a entrega do parecer, a Polícia Federal informou ter finalizado os trabalhos investigativos sobre o caso, permanecendo à disposição para “eventuais outras diligências que sejam imprescindíveis à apuração do fato”, aguardando agora a apreciação do ministro Moraes.

O inquérito contra o senador foi determinado por Alexandre de Moraes em 13 de abril, com publicação em 15 de abril, após um pedido da própria Polícia Federal. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também havia se manifestado favoravelmente à abertura da investigação, destacando que a publicação atribuía “falsamente, de maneira pública e vexatória” fatos delituosos ao presidente.

À época da abertura do inquérito, Flávio Bolsonaro classificou a medida como “juridicamente frágil” em nota, afirmando que a intenção de sua postagem era “noticiar fatos”, e não “realizar imputação criminosa direta” contra o presidente Lula.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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