Quarta-feira, 1 de Julho de 2026
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POLÍTICA

Jaques Wagner Deixa Liderança do Governo no Senado Após Envolvimento no Caso Master

Senador se torna alvo da Operação Compliance Zero; Presidente Lula se reúne com Wagner uma semana após sua saída do cargo.

01/07/2026 às 19:56
3 min de leitura
Presidente Lula, senador Jaques Wagner e outros políticos durante inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, no município de Alagoinhas, na Bahia.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado Federal em 24 de junho de 2026, uma semana antes de se reunir com o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) em 1º de julho de 2026. A saída ocorreu após seu nome ser incluído na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga o Caso Master. O reencontro entre Lula e Wagner aconteceu durante o anúncio de inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas, na Bahia.

Contexto da Saída e Reunião Presidencial

A decisão de Wagner de deixar a liderança governista foi anunciada em 24 de junho de 2026, cerca de uma hora após uma reunião com o presidente Lula. Rumores sobre sua saída já circulavam, especialmente após a inclusão de seu nome na mesma operação que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Durante seu discurso no evento baiano, o presidente Lula comentou sobre sua relação com o senador Jaques Wagner e outros políticos do estado. O presidente declarou que “a gente escolhe companheiros” e que “nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”. A fala destacou-se por ocorrer uma semana após a notória saída de Wagner da liderança governista.

Além de Wagner, Lula citou outros “companheiros de longa data” da política baiana presentes, incluindo Rui Costa (ex-ministro-chefe da Casa Civil), Jerônimo Rodrigues (governador do estado pelo PT) e Otto Alencar (senador pelo PSD-BA), além de outros deputados.

Investigação de Jaques Wagner

Jaques Wagner, considerado um homem de confiança de Lula, teve seu nome inserido na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suposta participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A investigação centra-se na relação próxima de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e proprietário do Banco Pleno. Lima foi responsável pela implementação de um sistema de crédito consignado para servidores públicos na Bahia, período em que Wagner atuava como governador. Posteriormente, esse sistema passou a integrar o Banco Master.

O senador Jaques Wagner, em sua defesa, afirmou ter conhecido Augusto Lima durante o processo de privatização do programa Cesta do Povo na Bahia, e que a relação se consolidou ao longo dos anos. Wagner alegou que a Polícia Federal tenta “transformar essa relação em indício de irregularidade”, mas negou “qualquer troca de favores ou vínculo comercial”.

Após a reunião com o presidente Lula, Wagner divulgou sua saída da liderança governista no Senado Federal, declarando que a decisão foi tomada “em comum acordo”. Ele também enfatizou suas prioridades futuras:

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil.”

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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