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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro Perde Ação Contra Deputado Rogério Correia Por Vídeo de Mansão

Decisão judicial de 22 de julho de 2026 reconhece imunidade parlamentar e rejeita pedido de indenização de R$ 61 mil.

23/07/2026 às 21:37
3 min de leitura
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A juíza Vivian Lins Cardoso Almeida, da 23ª Vara Cível de Brasília, deu vitória ao deputado federal Rogério Correia (PT-MG) em uma ação movida pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na quarta-feira, 22 de julho de 2026, a magistrada rejeitou os pedidos de indenização e remoção de conteúdo. Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitava indenização de R$ 61 mil e a retirada de um vídeo publicado no X (antigo Twitter) que abordava uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), associada ao jogador Richarlison.

O senador alegou que Correia teria “associado a sua imagem” à disputa judicial do imóvel. Além da remoção e da indenização, Flávio Bolsonaro pediu que o deputado fosse impedido de publicar novas informações sobre o assunto, fizesse uma retratação pública em suas redes sociais e arcasse com as custas processuais e honorários advocatícios.

Antes do julgamento da ação, o deputado Rogério Correia apagou o vídeo. Em sua contestação, Correia informou a exclusão da publicação, argumentou que Flávio não apresentou a gravação original de forma adequada e defendeu que sua fala estava protegida pela imunidade parlamentar e amparada pela liberdade de expressão. O deputado também solicitou a condenação de Flávio por má-fé e que a ação fosse extinta ou julgada improcedente.

A juíza acolheu parcialmente a contestação do deputado. A magistrada reconheceu a incidência da imunidade parlamentar no episódio e concluiu que a publicação ocorreu em um contexto de debate político. Embora tenha rejeitado o pedido de condenação de Flávio por má-fé, a decisão determinou que o senador arcasse com as custas processuais e os honorários advocatícios.

Entenda a disputa da mansão

Em 1º de julho de 2026, o jogador Richarlison expôs a disputa judicial envolvendo a mansão. O atleta comentou uma publicação, posteriormente apagada, que detalhava o imbróglio do imóvel e apresentava explicações sobre direito imobiliário. O atacante chegou a compartilhar a postagem nos stories do Instagram e marcou Flávio Bolsonaro. Na publicação, Richarlison comentou ter gasto “em torno de R$ 10 milhões” com a mansão da Ilha Comprida. “E, simplesmente me tomaram. E, estou até hoje sem receber a minha grana”, acrescentou o jogador.

Em 2020, a empresa Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda, pertencente a Renato Veloso, ex-empresário de Richarlison, comprou o imóvel. Contudo, dois anos depois, uma decisão liminar transferiu a posse da mansão para a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, de propriedade do advogado Willer Tomaz.

A mansão na Ilha Comprida pertenceu à cantora Clara Nunes até 1983. Três anos depois, a posse do imóvel foi vendida à empresa M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda. Terrenos em ilhas localizadas em território brasileiro pertencem à União, responsável por conceder a outorga de posse.

Em 2022, os representantes dos espólios dos antigos donos da M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda reivindicaram a posse do imóvel na Ilha Comprida. A 2ª Vara Cível da Comarca de Angra dos Reis acolheu o pedido e determinou a reintegração da posse da mansão. À Justiça, Tomaz explicou que sua empresa firmou um “contrato de sub-rogação” com a M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda e tornou-se credora.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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