Transportadoras acionam MPF por carga de madeira em Corumbá
Transportadoras acionaram o Ministério Público Federal (MPF). Isso ocorreu devido à retenção de 160 toneladas de madeira. A carga está no Porto Seco de Corumbá há mais de um mês. Esta situação gerou um impasse jurídico e financeiro para as empresas.
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Impasse Financeiro para as Transportadoras
A Receita Federal realizou uma operação sob suspeita de contaminação por cocaína. A mercadoria segue sem previsão de liberação definitiva. Os caminhões das transportadoras permanecem parados. Isso acumula prejuízos que já superam R$ 45 mil. Estes valores são apenas em taxas rodoferroviárias e de estadia.
Cobrança Contestada pelas Empresas
A Agesa, administradora do Porto Seco, notificou as transportadoras. A notificação exige o pagamento dos valores de permanência. Esta cobrança abrange os veículos e a carga no recinto alfandegado. No entanto, a defesa das empresas contesta essa exigência.
- A retenção ocorreu por ordem administrativa da Receita Federal.
- Os custos gerados não podem ser repassados aos proprietários dos veículos.
Leandro Lobo, advogado das transportadoras, encaminhou um pedido de providências ao MPF. Ele afirmou que o órgão federal manteve a frota retida. Nenhuma documentação técnica justificou o ato. O impacto financeiro é grande. Inclui diárias de motoristas, perda de contratos e danos à reputação. Prejudica a relação com compradores estrangeiros.
Contradição nos Laudos Técnicos
A suspeita inicial surgiu em 21 de junho. A Receita Federal anunciou a interceptação de 260 toneladas de madeira. Isso incluiu apreensões em Corumbá e Cáceres-MT. A ação foi classificada como a “maior apreensão de cocaína”. A tese oficial indicava entorpecente líquido como selante na madeira. Alertas de inteligência dos EUA e Bolívia motivaram a ação.
Resultados Periciais Negam Cocaína
Os exames periciais, contudo, contradizem a versão inicial. A Polícia Federal registrou não ter acompanhado o teste preliminar da Receita. Também não recebeu termo de constatação. Esse termo comprovaria o método usado na apreensão. Exames feitos pela PF e polícia boliviana deram negativo para drogas. Isso ocorreu no início de julho.
- Laudo pericial definitivo da PF em Brasília confirmou.
- Houve ausência total de cocaína nas amostras de madeira.
Questionamentos e Investigação
A defesa questiona a escolha do recinto privado para os veículos. A Receita Federal possui estrutura própria para guardá-los. Essa estrutura fica na Alfândega de Corumbá, no Posto Esdras. A Alfândega aguarda um último laudo complementar. O Instituto Nacional de Criminalística emitirá este laudo. Ele decidirá a liberação definitiva do comboio.
Enquanto o inquérito continua, os caminhões das transportadoras seguem imobilizados. A Polícia Federal investiga a origem da denúncia falsa. Essa denúncia motivou o bloqueio internacional da carga.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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