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ESTADO

PF investiga institutos de previdência do MS por R$ 10 milhões no Master

Terceira operação da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul apura aplicações de R$ 10,2 milhões de institutos de previdência municipais no Banco Master.

25/08/2026 às 10:46
3 min de leitura
Operação da Polícia Federal em MS investiga institutos de previdência por R$ 10 milhões no Banco Master
Viatura da Polícia Federal em frente ao Instituto de Previdência de Campo Grande. (Foto: Divulgação/PF)

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Presciência, em Campo Grande, a terceira ação para investigar investimentos de institutos de previdência municipais no Banco Master. As operações anteriores, Zehirut e Charitzut, ocorreram em maio em Angélica e Fátima do Sul. O total sob suspeita é de R$ 10,2 milhões.

Investigações anteriores em Angélica e Fátima do Sul

No dia 27 de maio, a PF cumpriu mandados nas cidades de Angélica e Fátima do Sul. Os nomes das operações – Zehirut e Charitzut – são termos em hebraico que significam prudência e diligência, princípios da gestão pública. Os institutos envolvidos foram:

  • IPA (Angélica): investiu R$ 2 milhões em letras financeiras do Master em 2024. O instituto informou que conseguiu resgatar o valor antes da liquidação do banco.
  • IPREFSUL (Fátima do Sul): aplicou R$ 7 milhões. Em nota, o instituto disse que o investimento visava diversificar a carteira e melhorar a rentabilidade para atingir a meta atuarial.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2024, após maquiar rendimentos de aplicações financeiras de diversos institutos de previdência.

Operação Presciência mira Campo Grande

Nesta terça, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão na Secretaria de Assistência Social (SAS) e no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG). Em abril de 2024, o IMPCG aplicou R$ 1,2 milhão em letras financeiras do Master, com vencimento em 2029. Segundo a PF, há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório tenham agido com omissão ou descumprido procedimentos, expondo o patrimônio do regime próprio de previdência a riscos. O inquérito apura os crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa. A 3ª Vara Federal de Campo Grande determinou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

IMPCG recupera R$ 1,2 milhão via compensação judicial

Em 11 de março deste ano, o IMPCG conseguiu assegurar a recuperação do valor originalmente aplicado, acrescido de correção, por meio de compensação judicial com valores de consignados. A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou: “Respeito toda a investigação. Campo Grande é uma das cidades do Brasil que fez uma aplicação, através da diretoria do IMPCG na época. A única cidade do Brasil que recuperou esse recurso. Está numa conta judicial e até o final de 2027 todas as pessoas terão esse recurso de volta.”

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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