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POLICIA

PF e Receita Federal miram contrabando de peças automotivas em MS e SP

Operação Peça-Chave mira grupo que movimentou R$ 146 milhões com peças ilegais vindas do Paraguai.

27/08/2026 às 10:46
3 min de leitura
Operação Peça-Chave combate contrabando de peças automotivas na fronteira de Mato Grosso do Sul
Agentes da Receita e da Polícia Federal em depósito alvo de investigação.(Foto: Divulgação)

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A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (27) a Operação Peça-Chave, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no contrabando de peças automotivas. Os produtos eram trazidos ilegalmente pela fronteira de Ponta Porã (MS), sem o desembaraço aduaneiro.

Notas frias e empresas de fachada

As investigações revelaram que o grupo utilizava notas fiscais frias para transportar as mercadorias. Empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, eram criadas especialmente para emitir documentação fiscal fraudulenta, viabilizando a distribuição das peças paraguaias em território nacional.

O esquema foi descoberto após a identificação de movimentações financeiras atípicas e saques em espécie em agências bancárias da região de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Movimentação milionária

Uma análise fiscal, patrimonial e financeira conduzida pela Receita Federal apontou que o grupo movimentou mais de R$ 146 milhões entre 2018 e 2023. Todo o valor circulou sem comprovação documental ou contábil, indicando a prática dos crimes de contrabando e lavagem de dinheiro.

De acordo com os fiscais, as mercadorias eram comercializadas sem registro de entrada nos estoques das empresas investigadas, e o grupo utilizava contas bancárias em nome de laranjas para ocultar a origem do dinheiro.

Mandados em dois estados

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande e estão sendo cumpridos em:

  • Mato Grosso do Sul: Ponta Porã
  • São Paulo: capital, Santo André e São Bernardo do Campo

A operação conta com a participação de oito auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal. A Justiça também autorizou o confisco de armas, drogas, joias, obras de arte e outros bens de alto valor adquiridos com a atividade ilícita.

Os policiais têm ordens para reter qualquer quantia em dinheiro vivo acima de R$ 5 mil que não tenha origem comprovada.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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