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Nove famílias fazem exame de DNA para localizar desaparecidos em MS

Durante mutirão da Polícia Científica, nove familiares de pessoas desaparecidas tiveram DNA coletado em Mato Grosso do Sul.

03/09/2026 às 10:48
3 min de leitura
Mutirão da Polícia Científica coleta DNA de nove familiares para buscar desaparecidos em MS
Familiares de pessoas desaparecidas participam de coleta de DNA durante mutirão (Foto: Geniffer Valeriano)

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Um mutirão realizado entre os dias 24 e 28 de agosto coletou amostras de DNA de nove familiares de pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul. O balanço da Polícia Científica aponta cinco coletas em Campo Grande e quatro no interior. O material já segue para processamento.

Como o DNA pode encontrar desaparecidos

A técnica compara o perfil genético dos familiares com os dados de pessoas encontradas vivas ou mortas que ainda não foram identificadas. Dessa forma, a Polícia Científica amplia as chances de localizar desaparecidos no estado.

Delegado explica baixa procura pelo exame

O delegado adjunto da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), Edgard Punsky, afirma que a procura é pequena porque poucos casos permanecem sem solução por muito tempo.

“Muitas pessoas são localizadas antes que os familiares precisem recorrer à identificação genética”, diz. Entre os casos atendidos estão desaparecimentos de idosos, inclusive com Alzheimer, e de usuários de entorpecentes.

Serviço funciona o ano todo

O mutirão é uma ação extra, mas a coleta de DNA pode ser feita em qualquer época. Basta ir a uma unidade da Polícia Científica com o boletim de ocorrência do desaparecimento.

A preferência é por parentes de primeiro grau, começando por pai e mãe biológicos, seguidos por filhos e irmãos. Na ausência deles, outros familiares são considerados.

  • Coleta: um cotonete é passado na parte interna da bochecha ou uma gota de sangue é retirada do dedo.
  • Objetos pessoais: escova de dente, aparelho de barbear, dente de leite e cordão umbilical também podem ajudar na identificação.
  • Registro: o perfil permanece no banco de dados e é comparado sempre que novos casos são inseridos.

O que acontece quando há correspondência

Se o cruzamento der positivo, a instituição responsável entra em contato com a família. Caso a pessoa esteja viva, os parentes são informados sobre a localização. Se o DNA corresponder a uma pessoa falecida, a família é procurada para os procedimentos legais.

Depois da confirmação da identidade, o perfil genético é retirado da base. Não há limite de tempo entre o desaparecimento e a doação. O material é usado exclusivamente na busca e identificação de desaparecidos.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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