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POLÍTICA

Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família às vésperas da eleição

Presidente Lula anuncia aumento de 15% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo para R$ 691, duas semanas antes do primeiro turno.

17/09/2026 às 15:47
3 min de leitura
Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando valor mínimo para R$ 691
Foto: Sergio Lima/AFP

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O presidente Lula anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições. O valor mínimo do programa subirá de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.

Os novos valores serão pagos na folha de outubro, entre os dias 19 e 25. O piso de R$ 600 vigorava desde agosto de 2022, ainda no governo Bolsonaro, e foi mantido por Lula ao retomar o nome Bolsa Família em 2023.

Novos valores e adicionais do Bolsa Família

Cada integrante da família passa a receber R$ 164, ante R$ 142. O total por família deve somar pelo menos R$ 691. Os adicionais também subiram:

  • Crianças de até 6 anos: de R$ 150 para R$ 173;
  • Gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até 6 meses: de R$ 50 para R$ 58 cada.

Impacto fiscal e orçamentário

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027. Segundo ele, o reajuste recompõe a inflação desde 2023 e cabe no espaço fiscal, sem elevar os limites do arcabouço. O governo vai remanejar despesas neste ano e no próximo, sem detalhar quais áreas perderão recursos. Moretti citou a redução da fila do INSS como uma das fontes de folga.

Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, afirmou que a recomposição do poder de compra está prevista em lei. O programa atende 19,29 milhões de famílias; em setembro, o benefício médio estava em R$ 678,18. A proposta orçamentária de agosto reservava R$ 157,1 bilhões para 2027; com o reajuste, a conta sobe para R$ 179 bilhões.

Quem tem direito e como acessar

Podem receber o benefício famílias com renda por pessoa de até R$ 218. A porta de entrada é o Cadastro Único, preenchido nos postos municipais de assistência social. A gestão é compartilhada entre União, estados e municípios, com articulação de assistência, saúde e educação.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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