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POLICIA

PF investiga trabalho escravo e encontra armas em fazenda de Porto Murtinho

Operação da Polícia Federal e Ministério do Trabalho resgata 23 trabalhadores e apreende 14 armas em fazenda de Porto Murtinho.

17/09/2026 às 17:07
3 min de leitura
Polícia Federal investiga trabalho análogo à escravidão em fazenda de Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul
Armas apreendidas na fazenda durante operação(Foto: Divulgação/PF)

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Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou 23 trabalhadores em condições irregulares nesta quinta-feira (17) em uma propriedade rural de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A ação investiga suspeitas de trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas para exploração de mão de obra.

Trabalhadores em situação de vulnerabilidade

A investigação começou após denúncias de recrutamento informal de trabalhadores estrangeiros, que teriam sido levados até a propriedade e mantidos em situação de vulnerabilidade. As irregularidades apuradas incluem:

  • Falta de registro trabalhista – sem vínculo formal de emprego
  • Retenção de pagamentos – salários não pagos ou parcialmente pagos
  • Limitação de locomoção – dificuldades para deixar o local

A nacionalidade dos trabalhadores ainda não foi divulgada.

Armas de fogo apreendidas na fazenda

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes encontraram 14 armas de grosso calibre e munições. Parte do armamento estava com a numeração raspada, segundo informações oficiais. Até o momento, não foi informado a quem pertenciam as armas.

Propriedade pertence a candidato

A fazenda onde ocorreu a fiscalização pertence ao empresário Carlos Bernardo, candidato a deputado federal pelo União Brasil, conforme apuração do Campo Grande News. A Polícia Federal ainda não informou quem era responsável pela administração do local nem se houve prisões durante a ação.

Operação Sem Vínculo segue em andamento

Batizada de Operação Sem Vínculo, a ação segue com diligências para esclarecer as circunstâncias encontradas, identificar os responsáveis pelas possíveis irregularidades e verificar eventual participação de outras pessoas. O Capital do Pantanal entrou em contato com a assessoria de Carlos Bernardo para solicitar posicionamento sobre o caso e aguarda retorno.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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