Polícia investiga vazamento em operação contra PCC e Milton Leite em SP
Suspeita surgiu após agentes não encontrarem alvos em endereços ligados ao ex-vereador; foragido nega vínculo com facção.
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Investigação de vazamento na Operação Vectura Corrupta
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo vão apurar um possível vazamento de informações da Operação Vectura Corrupta, que investiga infiltração do PCC no transporte coletivo da capital. A suspeita cresceu depois que agentes foram a endereços ligados a Milton Leite (União Brasil) e encontraram apenas funcionários. O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Camarão, presidente da A2 Transportes e do Água Santa, também não estava nos locais visitados.
Em coletiva na quinta-feira (17), o delegado Fabrício Intelizano, de Mogi das Cruzes, afirmou que a hipótese será averiguada no curso do inquérito, mas que não é possível afirmar de forma categórica. Ele argumentou que a maioria dos alvos foi presa — se houvesse vazamento amplo, o resultado seria outro. Dez dos 16 mandados de prisão temporária foram cumpridos; seis pessoas seguem foragidas.
Milton Leite nega envolvimento e não se entrega
Milton Leite negou vínculo com o PCC e disse que se entregaria em até 24 horas. Afirmou estar em viagem política e que a mulher estava no exterior. Passado o prazo, não se apresentou e continua procurado. Na manhã desta sexta (18), polícia e MP localizaram em Sorocaba uma passagem ligando a casa de um assessor a outro imóvel atribuído a Milton.
No primeiro imóvel, havia dinheiro e documentos. Quem estava no local não soube explicar a origem. Foram apreendidos R$ 280 mil em espécie e US$ 89 mil (cerca de R$ 457 mil) em malas. A polícia investiga se os valores pertencem ao ex-vereador. O segundo imóvel estava vazio. Investigadores suspeitam que o foragido tenha passado por ali e vão cruzar imagens de câmeras de segurança.
Presos e suspeitas de controle do PCC no transporte
Entre os presos estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e atual candidato a deputado estadual. O Ministério Público alega que pelo menos 12 das 22 empresas de ônibus da capital seriam controladas, direta ou indiretamente, pelo PCC — tese ainda sujeita à Justiça.
O nome de Milton aparece em diálogos e em depoimentos de PMs que o apontam como “dono de fato” da Transwolff, empresa já alvo da Operação Fim da Linha, em 2024. A companhia e o político negam participação societária ou gestão. Milton diz que vai provar a inocência.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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