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Bets representam 7,9% da receita dos clubes da Série A

Medida provisória assinada por Lula proíbe operação de casas de apostas e ameaça receita de R$ 1,14 bilhão dos times.

25/09/2026 às 21:06
3 min de leitura
Governo divulga lista de 192 bets de 89 empresas autorizadas a operar
Imagem ilustrativa. (Foto: Agência Brasil)

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As casas de apostas (bets) são responsáveis por 7,9% das receitas dos clubes da Série A do Brasileirão em 2025, segundo balanços financeiros. O montante total de patrocínios chegou a R$ 1,14 bilhão no ano passado. A MP assinada pelo presidente Lula nesta sexta-feira proíbe a operação das bets no Brasil, incluindo publicidade e patrocínio. O prazo para saque de saldos e remoção de publicidades é até 5 de outubro.

Impacto financeiro nos clubes

Inicialmente, o governo planejava proibir apenas cassinos online, mas a MP foi estendida para toda a operação das bets. Os clubes da Série A reagiram negativamente. O Flamengo criticou a medida, estimando perdas imediatas de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões para o ano que vem. O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que é impossível estancar essa sangria sem preparo.

Clubes mais dependentes de bets

Em 2025, 14 dos 20 clubes da Série A tinham bets como patrocinadores máster. Apenas quatro clubes tiveram mais de 10% de suas receitas vindas de bets:

  • Corinthians: 17,3% (R$ 150 milhões da Esportes da Sorte)
  • Flamengo: 12,71%
  • Sport: 12,64%
  • Juventude: 10,49%

Outros clubes com aportes significativos

O São Paulo recebeu R$ 80 milhões da Superbet (7,48% da receita). O Santos, com a 7k, recebeu R$ 51 milhões (8%). O Palmeiras fechou com a Sportingbet em janeiro de 2025 por R$ 120 milhões (6,93%).

Endividamento em alta

Apesar do crescimento das receitas (R$ 14,9 bilhões em 2025, alta de 33% em relação a 2024), o endividamento dos clubes também subiu. Entre 2021 e 2025, as dívidas cresceram 46%, chegando a R$ 14,3 bilhões. A evolução não foi linear, mas a tendência é de alta.

Reações e próximos passos

Segundo apuração, as casas de apostas devem recorrer à Justiça contra a MP, alegando inconstitucionalidade. Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que 75% dos brasileiros apoiam a proibição. A regulamentação das bets começou em 2024, com 85 empresas pagando R$ 30 milhões cada para operar por cinco anos.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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