Em MS, quase 600 pessoas mudam de nome sem ação judicial
Desde 2022, quase 600 pessoas em Mato Grosso do Sul mudaram de nome diretamente em cartórios, sem necessidade de processo judicial.
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Desde 2022, quase 600 pessoas em Mato Grosso do Sul mudaram de nome diretamente em cartórios, sem necessidade de processo judicial. Os dados são da Arpen-MS (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Mato Grosso do Sul).
Como funciona a nova regra para mudança de nome
Antes da Lei Federal nº 14.382, alterar o primeiro nome exigia ação na Justiça e justificativa. Agora, maiores de 18 anos podem fazer a mudança no Cartório de Registro Civil apresentando documentos pessoais, desde que não haja indícios de fraude. A alteração só pode ser feita uma vez e passa pelo crivo do oficial do cartório.
Prazos para recém-nascidos e alterações em sobrenomes
Os pais de recém-nascidos têm até 15 dias após o registro para se opor ao nome escolhido. A lei também facilita a inclusão de sobrenomes de família, mudanças por casamento ou divórcio e ajustes por filiação. Casais com união estável podem adotar o sobrenome do companheiro a qualquer momento ou retomar o nome de solteiro. Enteados podem incluir o sobrenome do padrasto ou madrasta com justificativa e concordância.
Dados da mudança de nome em MS desde a lei
Em Mato Grosso do Sul, os números de alterações por ano são:
- 2022: 68 mudanças
- 2023: 162 mudanças
- 2024: 115 mudanças
- 2025: 145 mudanças
- 2026: 83 mudanças
No Centro-Oeste, 3,7 mil pessoas já mudaram de nome desde 2022.
Balanço nacional e estados com mais alterações
Em todo o Brasil, a região Sudeste lidera com 14,5 mil mudanças, seguida por Nordeste (12,6 mil), Sul (6,6 mil) e Norte (2,7 mil). Os estados com mais alterações são:
- São Paulo: 9.149
- Minas Gerais: 4.375
- Bahia: 3.676
- Paraná: 3.522
- Pernambuco: 1.965
- Maranhão: 1.862
- Ceará: 1.778
- Rio Grande do Sul: 1.624
- Santa Catarina: 1.483
- Goiás: 1.281
Os menores números estão em Roraima (52), Amapá (122) e Acre (142).
Para o presidente da Arpen-MS, Marcus Roza, a mudança aproxima o direito à identidade do cidadão. “A realização do procedimento nos Cartórios de Registro Civil coloca o direito à identidade mais perto da população”, destacou.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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