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DNIT abre licitação de R$ 261 milhões para trecho da Rota Bioceânica

O DNIT abriu nesta sexta-feira (9) as propostas para restaurar 104 km da BR-267 em Mato Grosso do Sul, orçadas em R$ 261,2 milhões, visando preparar a rota para o aumento do tráfego de caminhões rumo ao Chile.

09/10/2026 às 11:51
3 min de leitura
Placa sobre obras na BR-267, parte da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho, com licitação de R$ 261 milhões para restauração.
Placa sobre obras na BR-267, que atende a Rota Bioceânica, na região de Porto Murtinho (Foto: Osmar Veiga)

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu início nesta sexta-feira (9) ao recebimento de propostas para restaurar e melhorar 104 quilômetros da BR-267, em Mato Grosso do Sul. O orçamento estimado é de R$ 261,2 milhões. O trecho integra o corredor da Rota Bioceânica, que ligará o Brasil aos portos chilenos do Pacífico.

Detalhes da licitação

A concorrência eletrônica abrange o segmento entre os quilômetros 473 e 577, do início da pista dupla até a ponte sobre o Rio Perdido. O prazo previsto para execução das obras é de 720 dias, aproximadamente dois anos, a partir da ordem de início. As empresas podem apresentar propostas até 19 de novembro, às 10h de Brasília (9h em Mato Grosso do Sul).

  • Investimento: R$ 261.187.310,40 (estimativa que pode ser reduzida na disputa)
  • Extensão: 104 km
  • Prazo de execução: 720 dias
  • Prazo de vigência contratual: 810 dias

O orçamento de referência foi calculado com base nos sistemas de custos do DNIT e em cotações locais de materiais, como areia e brita. A estimativa inclui mobilização e desmobilização de equipes, administração local e canteiro de obras. A divulgação do edital ainda não significa contratação de empresa ou autorização para início dos trabalhos.

Objetivo: preparar a rota para mais caminhões

O estudo técnico que acompanha a licitação relaciona diretamente a obra à Rota Bioceânica. O documento destaca a ligação entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, pela ponte internacional sobre o Rio Paraguai, e a expectativa de maior circulação de veículos de carga na BR-267. O corredor rodoviário conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando alternativa de transporte até os portos de Iquique e Antofagasta.

Segundo o estudo, a situação atual do pavimento entre os km 473 e 577 exige planejamento antecipado para receber esse fluxo. A obra prevê restauração com melhoramentos, não a duplicação integral dos 104 km. A empresa vencedora deverá seguir o projeto executivo e as especificações técnicas estabelecidas.

Cronograma e condições

O segmento licitado termina no km 577, onde começa outro trecho contratado pelo DNIT para restauração e adequação de capacidade. Essa outra frente abrange 101,1 km, até o km 678,1, entre Alto Caracol e Porto Murtinho. As contratações são distintas, mas contemplam segmentos consecutivos da BR-267 rumo à fronteira com o Paraguai. O novo orçamento não inclui o custo da ponte internacional ou das obras de acesso a ela.

A execução deverá ser acompanhada por supervisão especializada, e a empresa contratada terá de cumprir as exigências ambientais aplicáveis. A licitação foi divulgada no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), com recebimento de propostas pelo Compras.gov.br.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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