Especialista vê risco de anulação do 2º turno em 2026
Prorrogação do horário de votação pelo STF pode gerar desigualdade e abrir caminho para anulação do segundo turno, avalia professor da FGV.
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O professor de direito eleitoral da FGV, Fernando Neisser, avalia que a decisão do Supremo Tribunal Federal de prorrogar o horário de votação no segundo turno das eleições de 2026 cria uma situação de desigualdade entre as seções eleitorais. Segundo ele, parte das urnas já havia sido encerrada quando a medida foi anunciada, enquanto outras ainda estavam abertas com eleitores em fila.
Desigualdade entre seções eleitorais
Neisser explica que, uma vez fechada, a urna eletrônica não pode ser reaberta. Isso significa que o tempo adicional só beneficiou algumas seções, gerando disparidade no processo. O especialista ressalta que o impacto dessa diferença dependerá de como a totalização dos votos será conduzida.
“A situação é inédita e merece atenção. A diferença de tratamento entre eleitores de seções distintas pode ser usada como argumento para questionar a lisura do pleito”, afirma o professor.
Possibilidade de novo pleito
Neisser destaca que o quadro abre espaço para pedidos de anulação do segundo turno. Caso a justiça eleitoral acate esses pedidos, uma nova votação poderia ser realizada dentro de uma ou duas semanas. A análise reforça a necessidade de cautela com alterações de última hora no horário das seções, que podem comprometer a integridade do processo eleitoral.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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