PF intima Flávio Bolsonaro a entregar passaporte em dois inquéritos
A Polícia Federal intimou o senador Flávio Bolsonaro a entregar o passaporte nesta segunda. Ele é alvo de dois inquéritos no STF: um por lavagem de dinheiro e outro por financiamento de filme.
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A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta segunda-feira a intimação ao senador Flávio Bolsonaro para que entregue seus passaportes. A medida cautelar foi adotada no âmbito de duas investigações que correm no Supremo Tribunal Federal (STF). A apreensão do documento busca impedir que o parlamentar deixe o país enquanto os casos são apurados.
Investigação sobre lavagem de dinheiro com apostas
Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, o primeiro inquérito apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Flávio é investigado ao lado do advogado Willer Tomaz. A PF aponta indícios de movimentações financeiras suspeitas e ocultação de recursos.
- Bloqueio de bens: Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores de Willer TomazSigilos quebrados: bancário, fiscal e cambial do advogado foram suspensosConta master: Flávio aparecia como usuário “master” em conta da empresa Alcazar HoldingsMovimentação suspeita: cerca de R$ 130 milhões circularam em conta vinculada ao esquema entre março e maio de 2025
A defesa de Willer contesta as medidas e nega irregularidades. Flávio também nega envolvimento e afirma que a relação com o advogado é pessoal.
Inquérito do filme Dark Horse
O segundo inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF apura a participação de Flávio na captação de recursos junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens e áudios analisados indicam que o senador participou de tratativas com Vorcaro. A corporação pediu a prorrogação do prazo por mais 90 dias para concluir as análises, incluindo cooperação internacional. Flávio nega irregularidades e diz que os recursos eram privados.
Eduardo Bolsonaro defende saída do irmão
Na última sexta-feira, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, em entrevista nos Estados Unidos, defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país. “Se meu irmão não ganhar, sou a favor de que ele saia do país”, disse. Eduardo também sugeriu contestar o resoltado eleitoral.
Foro privilegiado pode manter casos no STF
Mesmo com a derrota no domingo, Flávio continuará no mandato até fevereiro de 2027. Em março de 2025, o STF firou novo entendimento: investigações de crimes cometidodurante o cargo e em razão das funções permanecem no tribual mesm após o fim do mandato. A manutenção dos casos de Flávio no Supremo dependerá da relagão dos supostos crimes com o exerício parlamentar.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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