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INTERNACIONAL

Reino Unido Alerta sobre Riscos de Medicamentos GLP-1, Incluindo Mounjaro e Ozempic

A MHRA adverte sobre pancreatite aguda e produtos falsificados associados ao uso de medicamentos como Mounjaro (tirzepatida) e Ozempic (semaglutida).

02/02/2026 às 09:40
3 min de leitura
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A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) emitiu um comunicado alertando pacientes e profissionais de saúde sobre os riscos associados aos medicamentos da classe GLP-1, amplamente utilizados para o tratamento de diabetes e perda de peso. A agência expressou preocupação com relatos de pancreatite aguda, incluindo casos com desfechos fatais, relacionados ao uso desses medicamentos. Além do Mounjaro (tirzepatida), a lista de medicamentos sob alerta inclui exenatida, liraglutida (Saxenda), semaglutida (Ozempic e Wegovy) e dulaglutida. O foco principal do alerta é a ligação desses medicamentos com a inflamação do pâncreas. A MHRA ressalta que, embora eficazes para suas finalidades aprovadas, esses medicamentos carregam riscos significativos que não devem ser ignorados. A agência informou ter recebido relatos de “desfechos fatais associados à pancreatite aguda”, condição séria que causa inflamação do pâncreas. Pacientes devem estar atentos aos sintomas e procurar ajuda médica imediata caso os apresentem. A MHRA enfatiza que medicamentos GLP-1, como Mounjaro e Ozempic, só devem ser adquiridos com receita médica e fornecidos por farmácias registradas, alertando para o perigo de comprar tais produtos sem prescrição, especialmente online. A compra de medicamentos GLP-1 de fornecedores ilegais online aumenta o risco de receber canetas injetáveis falsificadas, que podem não conter o medicamento correto, ter a dosagem errada ou não conter medicamento algum, colocando a saúde do usuário em risco grave. Além do alerta para pancreatite, a agência lembra que o uso dessas canetas frequentemente causa problemas digestivos, como enjoo, vômito, diarreia e constipação. A desidratação é um risco associado a esses sintomas, sendo recomendada a ingestão de bastante líquido. Para pacientes diabéticos, há também o alerta sobre a hipoglicemia, especialmente se o medicamento for combinado com insulina. A autoridade de saúde britânica conclui que, antes de iniciar o tratamento, “é fundamental discutir com um médico o histórico de saúde pessoal e os potenciais riscos”. Fonte: Jovem Pan News

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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