A Justiça italiana decide nesta terça-feira, 10 de outubro, o futuro da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), detida em Roma. O julgamento sobre o pedido de extradição, feito após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), já foi adiado quatro vezes.
Zambelli, que também possui cidadania italiana, teve a extradição solicitada após deixar o Brasil. A decisão final sobre a extradição cabe agora às autoridades judiciais italianas.
A defesa de Zambelli demonstra otimismo. O advogado Fabio Pagnozzi afirma que o senador italiano Matteo Gelmetti está pressionando o Ministério da Justiça para barrar a extradição. A alegação é de que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, desrespeitou garantias processuais no Brasil.
Gelmetti, do partido da primeira-ministra Giorgia Meloni, questiona a condução do processo no Brasil. Ele critica o que considera um julgamento por um ministro “relator, vítima e acusador”, segundo Pagnozzi.
O senador também exige explicações sobre como o deputado Angelo Bonelli, do Partido Verde da Itália, obteve o endereço de Zambelli em Roma. Bonelli divulgou o paradeiro da ex-deputada nas redes sociais em julho, informando o endereço às autoridades.
No Brasil, Zambelli foi condenada em duas ações no STF. A primeira, a dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. A segunda, a cinco anos e três meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
A condenação mais recente está relacionada a um incidente durante as eleições de 2022, quando Zambelli foi filmada portando uma arma e perseguindo um homem negro.




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