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POLÍTICA

Fachin Interrompe Sessão no STF Após Relatório da PF Citar Toffoli em Caso Banco Master

Presidente do STF se reúne com ministros para discutir relatório da Polícia Federal que menciona Dias Toffoli em conversas sobre o Banco Master. PF pede suspeição do ministro.

12/02/2026 às 18:15
3 min de leitura
Ministro Edson Fachin, novo presidente do STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encerrou a sessão desta quinta-feira (12) para debater com os demais ministros o relatório da Polícia Federal (PF) que relaciona o ministro Dias Toffoli ao Banco Master.

Investigadores encontraram menções a Toffoli em diálogos de Daniel Vorcaro, conforme noticiado anteriormente. Fachin anunciou que ouviria as sustentações orais dos advogados antes de suspender a sessão.

Mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, indicam discussões sobre pagamentos à empresa Maridt, da qual Dias Toffoli é um dos sócios. Essa informação consta no relatório da PF entregue ao STF.

As mensagens citam o sobrenome Toffoli – dois irmãos do ministro também são sócios da Maridt. Os pagamentos estariam ligados à compra do Tayaya Resort, que tinha a Maridt como sócia. Detalhes foram publicados pela Folha de S.Paulo e confirmados.

O gabinete do ministro Toffoli confirmou, em nota, sua participação na Maridt, ressaltando que a Lei Orgânica da Magistratura permite a magistrados integrar o quadro societário de empresas e receber dividendos, vedando apenas atos de gestão como administrador.

A nota também informa que a Maridt integrou o grupo do Tayaya até 21 de fevereiro do ano passado. A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a Dias Toffoli em 28 de novembro de 2025, período em que a Maridt já não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.

Toffoli declarou não conhecer o gestor do Fundo Arllen, comprador da participação da Maridt no resort e ligado a Daniel Vorcaro, e negou qualquer relação de amizade com o banqueiro.

A PF encaminhou o relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9), com dados coletados no celular de Daniel Vorcaro. Nele, foram encontradas diversas menções ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito sobre a instituição financeira.

Diante disso, a PF solicitou a Fachin a arguição de suspeição de Toffoli, para que o ministro seja declarado “suspeito” no processo. Contudo, essa solicitação só pode ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Em nota, o gabinete de Toffoli classificou o pedido como “ilações” e argumentou que a PF “não tem legitimidade” para fazer tal solicitação, baseando-se no artigo 145 do Código de Processo Civil. A resposta ao conteúdo do relatório será apresentada ao presidente da Corte.

Fonte: Jovem Pan News, com informações da repórter Janaína Camelo.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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