Câmara aprova acordo Mercosul-UE; Tereza Cristina será relatora no Senado
Decisão segue para o Senado, com a senadora sul-mato-grossense na relatoria. Pacto visa criar maior zona de livre comércio do mundo.
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A decisão agora segue para o Senado, etapa final para a sua entrada em vigor.
A senadora por Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), será a relatora do acordo no Senado. “Recebi a missão de relatar o acordo no Senado”, declarou Tereza Cristina a jornalistas.
Relatoria e Próximos Passos
Tereza Cristina enfatizou que o “acordo está posto”, com a possibilidade de recomendações no texto para aprovação no Congresso. Ela também defendeu a regulamentação das salvaguardas internas para preparar o Brasil para o pacto, ressaltando a complexidade do tratado comercial, que possui 9 mil páginas.
O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do texto na Câmara, discutiu a votação em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator do acordo na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, já havia aprovado o texto assinado no Paraguai.
Após a aprovação na Câmara, Hugo Motta afirmou que o Brasil escreve “um capítulo decisivo” no cenário global, destacando o papel do país como protagonista dos benefícios do acordo. Ele ressaltou a urgência da votação, indicada pelo governo federal.
Motta pontuou que o Congresso Nacional entendeu a urgência de votação indicada pelo governo federal. “Agora, chegou a hora de o Brasil confirmar a sua vocação exportadora.”
Ele explicou que o acordo se traduzirá em mais empregos, renda e investimentos, além de aumentar a competitividade do Brasil, melhorando a qualidade de vida da população.
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo foi aprovado pelo Conselho da Europa e estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
Apesar do apoio de governos e setores industriais, o acordo enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas devido a possíveis impactos no clima e na concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos serão sentidos ao longo de vários anos.
O tratado comercial prevê a eliminação de tarifas alfandegárias sobre a maior parte dos bens.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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