Toffoli vai decidir sobre CPI do Banco Master e BRB
Ministro do STF analisará mandado de segurança que questiona o arquivamento da CPI pelo presidente da Câmara.
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O ministro Dias Toffoli será o responsável por julgar o mandado de segurança que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação entre o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília). A escolha do relator ocorreu por sorteio virtual nesta terça-feira (11).
O pedido foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de “omissão inconstitucional” em relação à instalação da CPI. Rollemberg alega que Motta arquivou o pedido, protocolado em 2 de fevereiro, mesmo com a assinatura de 201 deputados, número superior ao mínimo constitucional necessário.
Toffoli já se afastou de investigação do Banco Master
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do inquérito do Banco Master no STF. O afastamento ocorreu após a Polícia Federal (PF) enviar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório sobre a perícia no celular do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, onde foram encontradas mensagens com referências ao ministro.
A decisão de Toffoli de se afastar da relatoria anterior ocorreu após reunião a portas fechadas com outros magistrados. A avaliação interna do STF foi de que a atuação do ministro no processo do Banco Master causou um desgaste desnecessário à imagem do Supremo.
Crise do Banco Master e Liquidação Extrajudicial
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve seu encerramento forçado.
Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar essa prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro recente. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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