Zanin assume relatoria da CPI do Banco Master após Toffoli se declarar suspeito
Ministro alega "foro íntimo" para se afastar do caso. PF encontrou menções a Toffoli no celular do dono do banco.
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O ministro Cristiano Zanin assumiu a relatoria da CPI do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito. Toffoli havia sido sorteado para julgar o mandado de segurança que pede a instalação da CPI para investigar a relação do Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília).
Toffoli alegou “motivo de foro íntimo” para se declarar suspeito, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. A decisão foi comunicada no final da tarde de ontem.
“Nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo”, disse o ministro. “Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, acrescentou.
A suspeição de Toffoli ocorre em meio a acusações de envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Polícia Federal (PF) informou ter encontrado diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro.
A PF havia solicitado ao presidente do STF que Toffoli fosse declarado “suspeito” para atuar no processo. No entanto, essa solicitação só pode ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Entenda o caso Banco Master
Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.
Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro, envolvendo fraudes e tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Fonte: Jovem Pan News
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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