Fachin defende conduta ‘irrepreensível’ de juízes em aula magna
Presidente do STF destacou a importância da integridade e da imparcialidade na vida pública e privada dos magistrados.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enfatizou nesta segunda-feira (16) a necessidade de que os juízes mantenham um “comportamento irrepreensível na vida pública e privada”. A declaração foi feita durante uma aula magna para estudantes de Direito no Centro Universitário de Brasília (CEUB).
“[O juiz] mantém integridade na vida pública e privada, uma vez que deve ‘adotar comportamento irrepreensível na vida pública e privada'”, afirmou Fachin, ressaltando a importância da ética e da conduta exemplar para a credibilidade do Judiciário.
Durante sua apresentação, o ministro apresentou dez diretrizes baseadas em princípios nacionais e internacionais da profissão, com o objetivo de garantir a integridade e a legitimidade do sistema de justiça. Entre os pontos abordados, destacou a necessidade de o magistrado recusar qualquer tipo de favor ou vantagem.
Imparcialidade e Independência
Fachin também ressaltou que o juiz deve exercer sua função livre de pressões externas, mantendo-se distante de atividades político-partidárias e garantindo a imparcialidade ao evitar comportamentos que possam refletir favoritismo, predisposições ou preconceitos. A prudência e a reserva, evitando comentários públicos sobre casos pendentes, também foram mencionadas.
O ministro abordou ainda o papel do Judiciário na democracia brasileira, reconhecendo o dilema de juízes não eleitos tomarem decisões com impacto na sociedade. Ele defendeu a “humildade institucional” como forma de resolver esse dilema, respeitando a separação de poderes.
Fachin alertou para os riscos de o STF assumir o protagonismo em decisões que cabem ao Congresso ou ao Executivo, defendendo o fortalecimento das instituições intermediárias em vez da substituição pela tutela judicial.
Código de Ética do STF
A declaração de Fachin ocorre em meio ao debate sobre a criação de um Código de Ética próprio para os ministros do STF, tema que ganhou prioridade em sua gestão. A ministra Cármen Lúcia será a relatora da proposta.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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