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INTERNACIONAL

FMI eleva projeção de crescimento do Brasil para 1,9% em 2026

Órgão internacional aponta guerra no Oriente Médio e matriz energética limpa como fatores positivos para o país.

14/04/2026 às 13:00
3 min de leitura
Coletiva de imprensa sobre o Relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Grupo Banco Mundial de 2026 em Washington, nos Estados Unidos

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira para 1,9% em 2026. A estimativa anterior, divulgada em janeiro, era de 1,6%. A melhora nas perspectivas para o Brasil está ligada ao cenário da guerra no Oriente Médio, que, segundo o FMI, pode beneficiar o país por ser um exportador líquido de energia.

Além das exportações, a matriz energética limpa do Brasil foi destacada como um fator de proteção contra a instabilidade global. Petya Koeva-Brooks, vice-diretora do Departamento de Pesquisa do Fundo, afirmou que a alta porcentagem de energia renovável no país é um atenuante da crise.

Base Econômica Sólida

O relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO) do FMI também ressalta que o Brasil possui uma base econômica sólida, com um nível adequado de reservas internacionais, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, amplas reservas de liquidez do governo e um câmbio flexível.

Apesar do otimismo para 2026, o FMI reduziu a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2027, de 2,3% para 2%. O Fundo alerta para os possíveis efeitos de uma desaceleração da demanda mundial, aumento dos custos dos insumos e condições financeiras mais restritivas no próximo ano.

O cenário brasileiro contrasta com a situação internacional. Devido à instabilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio, o FMI reduziu a projeção de crescimento mundial para 3,1% em 2026. Já para a América Latina e o Caribe, a previsão teve uma leve alta, atingindo 2,3%.

O Fundo fez um alerta para a disparidade na região: enquanto países como Brasil e Venezuela se beneficiam, economias menores são as mais afetadas pela crise global.

Fonte: Jovem Pan News (com informações da AFP)

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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