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INTERNACIONAL

Médico de Maradona se declara inocente em novo julgamento na Argentina

Leopoldo Luque, neurocirurgião, é acusado de homicídio culposo pela morte do ídolo em 2020. Julgamento foi retomado.

16/04/2026 às 14:40
3 min de leitura
Leopoldo Luque, ex-médico de Diego Maradona, em um tribunal para uma audiência preliminar no julgamento sobre a morte do craque argentino

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O neurocirurgião Leopoldo Luque, que cuidava de Diego Maradona quando o astro faleceu em 2020, declarou-se inocente nesta quinta-feira (16) durante o novo julgamento na Argentina que apura as responsabilidades pela morte do ídolo. Ele e outros seis profissionais de saúde são acusados no caso.

“Sou inocente e lamento muito sua morte”, afirmou Luque, que era o chefe da equipe médica responsável pela saúde de Maradona durante sua recuperação domiciliar após uma cirurgia na cabeça. Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, em decorrência de uma crise cardiorrespiratória e um edema pulmonar.

Este é o primeiro depoimento do novo julgamento, após a anulação de um processo anterior em meio a um escândalo envolvendo uma juíza. Luque, assim como os demais acusados, enfrenta a acusação de homicídio com dolo eventual, o que implica que eles tinham consciência de que suas ações poderiam levar à morte de Maradona. A pena para este crime pode chegar a 25 anos de prisão. Todos os acusados se declararam inocentes.

Depoimento Surpresa

Luque solicitou depor de forma inesperada, um direito garantido a todos os acusados neste novo julgamento, iniciado na última terça-feira (14). O pedido do médico causou a suspensão dos depoimentos das outras testemunhas convocadas para o dia, incluindo a filha de Maradona, Gianinna, por decisão do Ministério Público e das partes acusadoras.

O neurocirurgião rejeitou a alegação de que Maradona tenha sofrido 12 horas de agonia antes de sua morte, conforme apontado por estudos forenses. “Estou completamente seguro de que isso não aconteceu”, disse Luque, que também questionou outros aspectos da autópsia, como o elevado peso do coração de Maradona, que, segundo ele, é comum em ex-atletas.

Luque também contestou o relatório da autópsia que indicava que Maradona apresentava um edema agudo de pulmão. Ele afirmou que houve tentativas de reanimação mesmo após a constatação do falecimento, a pedido da família.

Além disso, Luque lembrou que não foi ele quem operou Maradona do hematoma na cabeça e que também não era seu médico em 2007, período a partir do qual o ex-jogador “não recebeu mais nenhum medicamento cardíaco”. “Não venho dizer o que acho, venho dizer o que está escrito”, ressaltou.

Com informações da AFP

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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