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INTERNACIONAL

Chefe do órgão eleitoral do Peru renuncia em meio à pressão por atraso na apuração

Piero Corvetto Salinas deixa o ONPE após alegações de fraude e pedidos de substituição; observadores da UE não encontraram irregularidades.

21/04/2026 às 17:36
3 min de leitura
Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica.

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Piero Corvetto Salinas, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru, renunciou ao cargo nesta terça-feira (21), em meio à crescente pressão sobre os resultados das eleições gerais, que seguem com a apuração atrasada. A carta de demissão foi divulgada por Salinas em sua conta no X (ex-Twitter).

Em outras ocasiões, Salinas admitiu os atrasos logísticos no processo eleitoral, mas negou a ocorrência de irregularidades. A demora na apuração oficial gerou alegações de fraude por parte de diversos candidatos, além de pedidos de substituição do chefe do ONPE por líderes empresariais e parlamentares.

Observadores internacionais descartam fraude

Após o pleito de 12 de abril, observadores da União Europeia (UE) informaram que não encontraram evidências de fraude no processo eleitoral peruano.

Na segunda-feira (20), as autoridades eleitorais do Peru iniciaram a revisão de milhares de cédulas contestadas devido a inconsistências, falta de informações ou erros nas folhas de contagem. Esse processo ocasionou ainda mais atraso na divulgação dos resultados finais.

De acordo com o Júri Nacional de Eleições (JNE), o resultado do primeiro turno da eleição presidencial será conhecido até 15 de maio.

Disputa acirrada pelo segundo lugar

A apuração oficial dos votos praticamente não sofreu alterações desde a sexta-feira (17). Com quase 94% das cédulas apuradas, a candidata Keiko Fujimori contabilizava cerca de 17% dos votos, segundo o ONPE. O congressista de esquerda Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga permaneciam em uma disputa acirrada pelo segundo lugar, com 12,0% e 11,9% dos votos, respectivamente – uma margem de aproximadamente 14.000 votos que continua a flutuar.

Com informações de Reuters

Fonte: Jovem Pan News

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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