Forças de Israel Punem Soldados por Destruir Crucifixo no Líbano
Após condenação internacional, militares são detidos por 30 dias e Forças Armadas se comprometem a substituir a estátua.
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As Forças Armadas de Israel puniram dois soldados, retirando-os do serviço de combate e colocando-os em detenção militar por 30 dias. A medida foi tomada após a destruição de um crucifixo no sul do Líbano, conforme anunciado nesta terça-feira (21).
A repercussão do caso ganhou força após a divulgação de uma foto que mostrava um soldado israelense utilizando um machado para destruir uma escultura de Jesus Cristo crucificado. A imagem gerou forte condenação por parte de políticos israelenses, dos Estados Unidos e de líderes religiosos na segunda-feira (20).
A foto foi divulgada por Younis Tirawi, um repórter palestino que também tem compartilhado imagens de supostas ações impróprias de soldados israelenses em Gaza. Segundo um comunicado militar, a investigação interna revelou que um dos soldados danificou o símbolo religioso cristão, enquanto outro registrou o ato em fotografia. Outros seis soldados estavam presentes no local, mas não intervieram.
Compromisso de Reparação
Os militares israelenses informaram que estão colaborando com a comunidade local para substituir a estátua danificada. O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, classificou a profanação da estátua como uma conduta inaceitável e uma falha moral, de acordo com o comunicado.
Punições como essa são consideradas raras nas Forças Armadas de Israel, segundo grupos de direitos humanos. Em 2025, o grupo de monitoramento de conflitos Action on Armed Violence divulgou ter constatado que Israel encerrou ou não solucionou 88% dos casos de suposta má conduta em Gaza e na Cisjordânia.
A Reuters confirmou que a imagem foi feita em Debel, uma das poucas aldeias no sul do Líbano onde os moradores permaneceram durante a campanha militar israelense contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã. A ofensiva teve início em 2 de março, após o grupo disparar foguetes contra Israel em apoio ao Irã.
Debel é uma das dezenas de vilas no sul do Líbano que estão sob ocupação israelense. Israel e Líbano concordaram, na última quinta-feira (16), com um cessar-fogo mediado pelos EUA, visando interromper os combates entre Israel e o Hezbollah.
Um funcionário israelense informou à Reuters que as aldeias cristãs no sul do Líbano não receberam ordens de retirada, ao contrário das aldeias muçulmanas xiitas. Parlamentares libaneses manifestaram preocupação de que as ações israelenses possam agravar as tensões sectárias. O exército israelense tem realizado demolições em vilarejos no sul, alegando que está agindo contra a infraestrutura pertencente ao Hezbollah.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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