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INTERNACIONAL

Enviado de Trump Propõe Itália no Lugar do Irã na Copa do Mundo de 2026

Paolo Zampolli formaliza pedido à FIFA em meio a tensões geopolíticas e tentativas de reaproximação diplomática com Roma.

23/04/2026 às 09:53
3 min de leitura
Gianni Infantino e Donald Trump

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Paolo Zampolli, enviado especial de Donald Trump para parcerias globais, formalizou um pedido à FIFA. Ele sugeriu a substituição da seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026. O movimento visa uma reaproximação diplomática com o governo italiano.

Proposta Inusitada e Contexto Geopolítico

A articulação política surgiu nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, nos bastidores do torneio sediado na América do Norte. Zampolli, nascido em Milão, confirmou a proposta ao jornal Financial Times. Ele a apresentou ao presidente Trump e a Gianni Infantino, presidente da FIFA.

A justificativa central da proposta baseia-se em dois pilares. Primeiro, o prestígio histórico da Itália, tetracampeã mundial. A equipe não se classificou em campo, eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia. Segundo, as tensões geopolíticas. O acirramento dos conflitos no Oriente Médio e a hostilidade diplomática entre Washington e Teerã motivam o questionamento da presença iraniana em solo americano. Os EUA têm intensificado ações contra o Irã, e o cenário global reflete essa complexidade. O Irã, por sua vez, mantém sua postura no Estreito de Ormuz, complicando as relações internacionais.

Respostas Oficiais e Obstáculos à Substituição

A substituição, contudo, parece improvável. A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, garantiu a participação do país. O presidente da federação local, Mehdi Taj, declarou: "Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo". Gianni Infantino, presidente da FIFA, assegurou publicamente a presença do Irã. Ele classificou a equipe como “muito forte” após acompanhar um amistoso contra a Costa Rica.

Diplomacia e Acusações Pessoais

A iniciativa de Zampolli é interpretada como uma tentativa de reatar laços com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Meloni distanciou-se de Trump após críticas do americano ao Papa Leão XIV.

Paralelamente, Zampolli enfrenta turbulência pessoal que afeta a Casa Branca. Sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, o acusa de usar influência política. Ela alega que Zampolli a deportou dos EUA após denúncias de violência doméstica e uma disputa pela guarda do filho. Questões de imigração e reciprocidade diplomática são sensíveis entre países. Zampolli, que é próximo ao casal Trump desde 1998, nega ter solicitado tratamento especial no processo de deportação de Ungaro.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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