Fiscalização apreende R$ 10 milhões em emagrecedores ilegais em dois meses e meio
Anuncie Aqui
Em 75 dias de fiscalização diária nos Correios, força-tarefa apreendeu quase uma tonelada de produtos sem registro; criminosos usavam alimentos e brinquedos para ocultar as remessas.
A operação Visa-Protege, que mantém fiscalização permanente no Centro de Distribuição e Triagem dos Correios em Campo Grande, atingiu a marca histórica de R$ 10 milhões em produtos apreendidos. Em pouco mais de dois meses e meio de atuação, os agentes interceptaram quase uma tonelada de ampolas e canetas emagrecedoras sem registro sanitário.
Estratégias de Camuflagem
A investigação revelou a criatividade dos grupos criminosos para burlar o raio-X e a fiscalização manual. Os produtos eram ocultados em:
-
Alimentos: Sacos de feijão, erva de tereré e frascos de óleo.
-
Itens Infantis: Dentro de pelúcias, bonecas e materiais escolares.
-
Cosméticos e Acessórios: Potes de creme de cabelo, bolsas e copos térmicos.
A maior parte dessas encomendas tinha como destino a região Nordeste do país, indicando uma rota de distribuição em larga escala a partir de Mato Grosso do Sul.
Riscos Graves à Saúde
Além da ausência de registro na Anvisa, a operação identificou que as substâncias eram transportadas em condições precárias:
-
Quebra de Temperatura: Canetas que exigem refrigeração (entre 2°C e 8°C) eram enviadas em temperatura ambiente, o que pode inativar o princípio ativo ou gerar substâncias tóxicas.
-
Procedência Duvidosa: Muitos itens continham substâncias como tirzepatida e retatrutida, que ainda não possuem comercialização autorizada no Brasil, ou eram falsificações de marcas famosas vindo do Paraguai.
-
Harp 100: Foram apreendidas milhares de unidades deste produto, vendido falsamente como fitoterápico, mas que é considerado irregular e perigoso pela Vigilância Sanitária.
Consequências Legais
Todo o material está sob custódia da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será incinerado nas próximas semanas. Os dados de remetentes e destinatários foram repassados à Polícia Civil e Federal para subsidiar inquéritos por:
-
Crimes contra a saúde pública e o consumidor.
-
Contrabando e descaminho.
-
Exercício irregular da profissão e falsidade ideológica.
A força-tarefa conta com a participação da Anvisa, CRF/MS, CVPAF-MS e a gerência de segurança dos Correios.
Anuncie Aqui
Alcance milhares de leitores
Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
Ver mais matérias
Comentários