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INTERNACIONAL

Trump Demite Secretário da Marinha em Meio a Disputas por Frota Bilionária

John Phelan deixou o cargo após conflitos com o Pentágono sobre a ambiciosa construção de navios, em um momento de tensões geopolíticas e reestruturação na Defesa dos EUA.

24/04/2026 às 17:31
3 min de leitura
donald trump (2)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ontem, quinta-feira (23), a demissão do secretário da Marinha, John Phelan. A saída de Phelan, que havia sido anunciada pelo Pentágono na noite de quarta-feira (22), é atribuída a “conflitos” internos sobre a grandiosa iniciativa de construção e aquisição de navios, um projeto bilionário que visa modernizar a frota militar americana.

Em declaração a jornalistas no Salão Oval, Trump descreveu Phelan como “muito enérgico”, mas que “simplesmente não se dava bem” com outros integrantes do Pentágono, especialmente no que tange à expansão naval. “Eu sou muito agressivo na construção de novos navios e, de alguma forma, ele simplesmente não se dava bem com eles”, disse o presidente, enfatizando a necessidade de harmonia, “especialmente nas Forças Armadas”. O subsecretário da Marinha, Hung Cao, assumiu o posto interinamente.

Fontes anônimas do Congresso, citadas pelo jornal The New York Times, indicam que a insatisfação com Phelan era mais profunda. O vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, estaria descontente com a gestão de Phelan na iniciativa de construção naval, retirando-lhe responsabilidades cruciais. Além disso, Phelan acumulava tensões com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, devido a divergências sobre estilo de gestão e questões de pessoal, sendo Cao, seu substituto interino, mais alinhado a Hegseth.

A demissão ocorre em um contexto de ambiciosos planos de expansão da Marinha. No final do ano passado, Trump, ao lado de Phelan, anunciou a construção de uma “Frota Dourada” de navios de guerra avançados, com projetos em andamento e previsão de início de construção a partir de 2030. A proposta orçamentária de Defesa para 2027 já prevê mais de US$ 65 bilhões para a aquisição de 18 navios de guerra e 16 de apoio para essa frota, que Trump prometeu serem os “mais rápidos, maiores e 100 vezes mais poderosos” já construídos.

Essas embarcações, que incluirão tanto modelos tripulados quanto não tripulados, estão sendo projetadas para transportar armas hipersônicas e “extremamente letais”, tornando-se os navios-almirante da Marinha dos EUA. A reestruturação na liderança do Departamento de Defesa, da qual a saída de Phelan é mais um capítulo, acontece em meio a um cenário geopolítico complexo, marcado pela guerra no Oriente Médio e pelo bloqueio naval ao Irã, ressaltando a importância estratégica da Marinha americana.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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