Sequestro em Kogi: Homens Armados Raptam 23 Crianças; Oito Continuam Desaparecidas
Ataque ocorreu em orfanato ilegal na capital Lokoja, Nigéria. Forças de segurança resgataram 15 vítimas, mas intensificam buscas pelas demais.
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Homens armados invadiram um orfanato não registrado no estado de Kogi, centro da Nigéria, e sequestraram 23 crianças na noite de domingo, 26 de abril de 2026. As autoridades locais confirmaram o incidente nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, informando que oito crianças permanecem desaparecidas.
Os sequestros em massa tornaram-se uma tática frequente de grupos armados para obtenção rápida de lucro ilícito no país mais populoso da África. Este fenômeno é particularmente prevalente em zonas rurais, onde a presença governamental é limitada.
Resgate e Operações de Busca
O ataque ocorreu em um centro denominado Dahallukitab Group of Schools, localizado em uma “área isolada” de Lokoja, capital estadual, conforme comunicado por Kingsley Fanwo, responsável pela comunicação do estado de Kogi. Fanwo destacou a “resposta rápida e coordenada” dos órgãos de segurança, que possibilitou o resgate de 15 crianças. A esposa do proprietário do orfanato também foi sequestrada durante a ação.
“Estão sendo realizadas operações intensivas para garantir o retorno seguro das vítimas restantes e a detenção dos autores!”, afirmou Fanwo. O funcionário não detalhou a idade das crianças sequestradas.
Orfanato Operava Ilegalmente
O orfanato atacado “operava ilegalmente em um ambiente remoto e arborizado, sem estar registrado junto ao governo estadual e sem o conhecimento das autoridades competentes e dos órgãos de segurança”, declarou Fanwo. Essa condição de ilegalidade e isolamento pode ter contribuído para a vulnerabilidade do local.
A Nigéria enfrenta múltiplos desafios de segurança, incluindo uma insurgência jihadista, a atuação de grupos de “bandidos”, violência entre agricultores e pastores, e movimentos separatistas no sudeste. A região centro-norte do país, onde se localiza Kogi, tem sido palco recente de ataques, alguns dos quais atribuídos a grupos jihadistas.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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