Terça-feira, 28 de Abril de 2026
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POLÍTICA

Adeus a Luciana Novaes: Vereadora do Rio que Transformou Tragédia em Legado de Luta

Vítima de bala perdida aos 19 anos, a parlamentar do PT, falecida aos 42, dedicou a vida à defesa incansável da inclusão e dos direitos humanos no legislativo carioca.

28/04/2026 às 11:32
3 min de leitura
Morre a vereadora Luciana Novaes, atingida em 2003 por bala perdida

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A política carioca e o Brasil se despedem de Luciana Novaes (PT), vereadora do Rio de Janeiro que faleceu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos. A causa da morte não foi detalhada, mas a parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o final do ano passado, tendo sido internada em estado grave. Sua partida encerra uma trajetória de vida marcada pela superação e por um compromisso inabalável com a inclusão e a defesa dos direitos humanos, especialmente das pessoas com deficiência.

A vida de Luciana Novaes foi drasticamente alterada em 2003, quando, aos 19 anos, foi atingida por uma bala perdida enquanto cursava Enfermagem na Universidade Estácio de Sá. Com apenas 1% de chance de sobreviver, ela desafiou o prognóstico médico, mas a lesão a deixou tetraplégica. Essa tragédia, contudo, não a definiu. Adaptando-se à nova realidade, ela retornou aos estudos, graduando-se em Serviço Social e concluindo pós-graduação em Gestão Governamental, transformando sua dor em propósito.

Em 2016, Luciana Novaes iniciou sua notável carreira política ao ser eleita vereadora na Câmara Municipal do Rio, destacando-se como campeã de leis aprovadas em seu primeiro mandato. Mesmo enfrentando desafios, como a campanha de 2020 durante a pandemia – quando, por ser do grupo de risco, não pôde ir às ruas, mas conquistou 16 mil votos e a primeira suplência – e a disputa por uma vaga como deputada federal em 2022 (com mais de 31 mil votos), ela sempre manteve sua voz ativa. Retornou à Câmara Municipal em 2023, consolidando um legado de quase 200 leis, todas focadas na inclusão, na proteção de pessoas com deficiência, idosos e populações vulneráveis.

O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), ao tomar conhecimento do protocolo de morte cerebral da vereadora, manifestou profundo pesar, destacando que Luciana transformou sua própria dor em um propósito de vida e em um exemplo permanente de luta. A vereadora deixa um vazio na política fluminense, mas seu legado de resiliência e dedicação à causa pública permanecerá como inspiração para futuras gerações, ecoando sua incansável defesa por uma sociedade mais justa e inclusiva.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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