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INTERNACIONAL

Rússia Ataca Ucrânia com Recorde de Drones em Abril de 2026

Moscou lança 6.583 drones de longo alcance e intensifica ataques diurnos em meio a negociações estagnadas, gerando preocupação sobre vítimas civis.

01/05/2026 às 14:06
3 min de leitura
Diplomatas estrangeiros visitam local do ataque russo ao prédio do governo ucraniano, em Kiev

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A Rússia atacou a Ucrânia com um número recorde de 6.583 drones de longo alcance em abril de 2026, conforme uma análise da AFP baseada em dados das forças aéreas ucranianas. Esse volume representa um aumento de 2% em relação a março de 2026. As negociações para encerrar a guerra, desencadeada pela invasão russa em 2022, permanecem estagnadas.

Nesse contexto, o exército russo multiplicou os ataques em plena luz do dia, uma mudança tática de sua concentração anterior em operações noturnas. A Ucrânia considera essa estratégia uma tentativa de causar o máximo de vítimas civis em um conflito que já ceifou dezenas de milhares de vidas.

O número de mísseis lançados por Moscou, 141 em abril de 2026, também subiu 2% em comparação com março de 2026, mas se mostra inferior aos 288 registrados em fevereiro de 2026. Dados da força aérea ucraniana indicam que 88% dos drones e mísseis foram interceptados. Kiev desenvolveu sua gama de drones desde o início da guerra, destacando a eficácia de seus dispositivos interceptadores.

Análise Tática e Impacto sobre Civis

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) avaliou em abril de 2026 que “A nova tática da Rússia de associar um vasto ataque noturno a um ataque diurno igualmente vasto provavelmente causará um aumento das vítimas civis”. O centro de estudos americano complementou que o objetivo da Rússia pode ser mirar mais “em civis e infraestruturas civis, especialmente em zonas públicas e abertas, sobretudo agora que as temperaturas sobem e pode haver mais ucranianos do lado de fora”.

Para Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodimir Zelensky, esses ataques durante o dia visam “aterrorizar os civis”. Ele declarou a jornalistas no início de abril de 2026 que a tática segue os devastadores bombardeios de Moscou contra infraestruturas energéticas durante o inverno de 2025-2026, que deixaram centenas de milhares de lares sem água, eletricidade e aquecimento. “Também há um aspecto econômico. Os ataques maciços em plena jornada de trabalho paralisam em grande medida a atividade”, acrescentou Palisa.

A Rússia, por sua vez, sustenta que seus ataques visam exclusivamente alvos militares. A capacidade de interceptação de drones da Ucrânia encontra paralelo no uso desses dispositivos por alguns países do Golfo contra drones Shahed lançados pelo Irã em represália à recente ofensiva israelense-americana.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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