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Hantavírus: OMS Confirma Três Mortes em Surto a Bordo de Navio de Cruzeiro no Atlântico

Um caso de infecção foi laboratorialmente confirmado, com outros cinco suspeitos, enquanto autoridades de saúde investigam a origem e a possível transmissão entre pessoas.

04/05/2026 às 08:06
3 min de leitura
Três mortes por hantavírus em cruzeiro foram confirmadas

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou neste domingo (3) três mortes relacionadas a um possível surto de infecção por hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico. As autoridades de saúde investigam um caso confirmado em laboratório e outros cinco suspeitos.

“Até o momento, foi confirmado um caso de infecção por hantavírus em laboratório, e há outros cinco casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está atualmente em terapia intensiva na África do Sul”, informou a organização.

O vírus, transmitido por roedores, pode causar doenças respiratórias graves com risco de evolução fatal. O surto ocorreu no MV Hondius, embarcação que viajava de Ushuaia, na Argentina, para Cabo Verde.

“Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves”, indicou a OMS.

As autoridades de saúde mantêm o caso sob investigação detalhada. A OMS informou que análises laboratoriais adicionais e estudos epidemiológicos estão em andamento para compreender melhor a possível transmissão do vírus.

“Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados médicos. A sequenciação do vírus também está sendo realizada”, acrescentou a organização.

A Hantavirose no Brasil

No Brasil, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que se manifesta principalmente como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que compromete os sistemas respiratório e cardiovascular, segundo o Ministério da Saúde. O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.

A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.

Os sintomas da hantavirose variam de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco. Nos casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte, de acordo com a gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar.

Por ser uma doença de evolução rápida e potencialmente fatal, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas. A pasta também destaca a importância da prevenção, especialmente para profissionais mais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde.

O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.

*Com informações da AFP

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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