Hantavírus em Cruzeiro: Terra do Fogo Nega Origem de Infecção para Casal Holandês
Autoridades argentinas consideram "praticamente nula" a contaminação em Ushuaia, citando período de incubação e histórico sanitário da província.
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Autoridades provinciais da Terra do Fogo, Argentina, descartaram na sexta-feira, 8 de maio de 2026, a possibilidade de um casal holandês ter contraído hantavírus em Ushuaia. O casal está ligado a um surto da doença em um cruzeiro que partiu da cidade, gerando um alerta sanitário internacional.
O cruzeiro MV Hondius foi o epicentro do surto de hantavírus. Esta doença grave é transmitida por fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Não existe tratamento específico nem vacina disponível para o hantavírus.
Investigadores acreditam que um passageiro contraiu a doença antes de embarcar em 1º de abril. Ele teria contaminado outras pessoas a bordo. Três passageiros morreram até o momento: o casal holandês e uma cidadã alemã.
Terra do Fogo Afasta Contaminação Local
Juan Petrina, diretor provincial de Epidemiologia, reforçou a improbabilidade da infecção em Ushuaia. “É praticamente nula a possibilidade, não posso confirmá-lo porque isto é biologia”, afirmou Petrina durante coletiva de imprensa na sexta-feira.
Petrina baseia sua análise no período de incubação do vírus, no histórico sanitário da província e na rota prévia dos passageiros. O casal holandês permaneceu apenas 48 horas em Ushuaia antes de embarcar. “Os cálculos não fecham” para uma infecção local, considerando o período de incubação da doença e a data de início dos sintomas informada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Terra do Fogo, localizada no extremo sul da Argentina, não registra casos de hantavírus desde 1996. O Ministério da Saúde argentino informou que a variante do hantavírus do cruzeiro “corresponde à cepa Andes, presente em (províncias argentinas) Chubut, Río Negro e Neuquén, e no sul do Chile”.
O casal holandês entrou na Argentina em 27 de novembro. Eles viajaram por diversas províncias do país, além do Chile e Uruguai. Petrina destacou a passagem do casal por uma região no sul do Chile com surtos ativos de hantavírus e altas taxas de letalidade.
Investigação e Risco
Investigadores viajarão a Ushuaia. Eles capturarão e analisarão roedores nas áreas visitadas pelo casal. Após a partida de Ushuaia, o navio MV Hondius fez escala em várias ilhas remotas ao longo do trajeto.
As autoridades sanitárias internacionais classificam o nível de risco epidêmico como “baixo”. O hantavírus é menos contagioso que a covid-19. No entanto, o rastreamento de possíveis contatos de passageiros que desembarcaram antes permanece ativo.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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