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INTERNACIONAL

Cruzeiro Hondius Inicia Evacuação em Tenerife Após Surto de Hantavírus com Três Mortes

Cerca de 150 passageiros e tripulantes são repatriados em operação coordenada pela Espanha e monitorada pela OMS.

10/05/2026 às 08:06
3 min de leitura
Passageiros vestindo trajes de proteção azuis embarcam em um ônibus militar após serem evacuados do navio de cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa, atingido pelo hantavírus, no porto industrial de Granadilla de Abona, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, em 10 de maio de 2026. Os voos de repatriação para os quase 150 passageiros a bordo do navio atingido por um surto mortal de hantavírus começaram à medida que os passageiros eram transferidos para terra em embarcações menores e, em seguida, de ônibus para o aeroporto para serem levados para casa após semanas no mar.

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Cerca de 150 ocupantes do cruzeiro Hondius começaram a desembarcar neste domingo, 10 de maio de 2026, no porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife. A operação de evacuação repatria passageiros e tripulantes para seus países de origem e será concluída na segunda-feira, 11 de maio de 2026. O navio sofreu um surto de hantavírus que resultou na morte de três passageiros.

Operação de Desembarque e Quarentena

Passageiros, vestidos com trajes de proteção azuis, desceram da embarcação em pequenos grupos. Lanchas os transportaram até o pequeno porto, conforme observado por uma jornalista da AFP. O Hondius partiu em 1º de abril de 2026 de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, antes do surto.

Os primeiros a desembarcar foram os catorze espanhóis, por volta das 08h30 GMT (5h30 de Brasília). Eles foram levados ao aeroporto de Tenerife Sul, a apenas dez minutos de distância. Um jornalista da AFP registrou a chegada em ônibus vermelhos da Unidade Militar de Emergência (UME), equipados com uma barreira profilática separando o motorista dos passageiros.

No aeroporto, os espanhóis trocaram os trajes de proteção e passaram por desinfecção. Em seguida, decolaram às 10h55 GMT com destino a Madri, onde serão encaminhados a um hospital militar para cumprir quarentena.

Coordenação Internacional e Voos Programados

A mesma logística será aplicada aos demais passageiros e membros da tripulação de outras nacionalidades. A ministra espanhola da Saúde, Mónica García, informou em coletiva que voos estão previstos para este domingo, 10 de maio de 2026, com destino aos Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos.

O último voo, com destino à Austrália, partirá na segunda-feira, 11 de maio de 2026. A ministra Mónica García coordena e supervisiona a operação ao lado de outros ministros e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ghebreyesus elogiou a ação: “A operação começou e está indo muito bem. Agradecemos também a coordenação por parte da Espanha, e a UE também está aqui”.

Antes do início da evacuação, equipes médicas subiram ao cruzeiro, que chegou a Tenerife durante a madrugada de domingo, 10 de maio de 2026, para avaliar os passageiros. Mónica García confirmou que todos permanecem assintomáticos.

O governo espanhol reforçou que a operação cumpre “todas as garantias de saúde pública”.

Hantavírus: Riscos e Preocupações Locais

Na véspera, 9 de maio de 2026, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, havia sido categórico sobre a situação: “Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo.”

O mais recente balanço da OMS registra seis casos confirmados entre oito suspeitos. Entre as vítimas, um casal de passageiros holandeses e uma alemã faleceram devido ao vírus. O hantavírus é conhecido, mas pouco frequente, e não possui vacina nem tratamento específico. A origem da infecção ainda é investigada.

No porto da ilha, o esquema de segurança e transporte estava visível, com tendas da Guarda Civil e os ônibus vermelhos da UME. Uma vez concluída a operação, o Hondius viajará com a tripulação essencial e o corpo de uma das vítimas para sua base nos Países Baixos, onde passará por desinfecção.

O navio permanece fundeado, sem atracar, no porto de Granadilla. Esta medida atende a um pedido expresso das autoridades regionais das Canárias, que manifestaram forte oposição ao contato do navio com terra. “Com minha autorização e conivência, não vou colocar a população em perigo. Se eles quiserem afrontar a comunidade autônoma e a vontade das instituições canárias, isso será feito pelo governo d”

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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